sábado, 26 de junho de 2010

O homem que chorava diamantes


Quando eu era mais nova, ouvi a história de um homem que chorava diamantes, não que as lágrimas saíssem no formato de diamante, mas quero dizer que todas as lágrimas juntas os formava. Quando pequeno, esse menino que ganhou o nome de Diamond, cresceu em meio a crueldades, a sofrimentos sem escrúpulos, cresceu conhecendo o que era dor, mágoa, sem saber o que era amor. Todos, todos a sua volta queriam algo seu, queriam as suas lágrimas que só se transformavam em diamante quando ele dormia. Os anos foram passando e cada vez mais os diamantes se tornavam preciosos, graciosos e brilhantes, o menino se fez homem e esse homem descobriu o que era amar. Ele fugiu, foi embora com a sua paixão, começou uma nova vida e reescreveu a sua história, conheceu pessoas boas, viveu novas experiências, sorriu e riu de si mesmo, sentiu que finalmente tinha encontrado o seu lugar no mundo. Mas o seu segredo não ficou inerte, ele finalmente veio à tona acompanhado de alegrias e tristezas. No início foi tudo maravilhosamente bem, mas aquelas pessoas que ele aprendeu a amar, feriram impiedosamente o seu coração e ele viu, que o problema não estava nas pessoas, mas sim nos homens. Ele caminhou durante anos, relembrando os seus conceitos, buscando os preconceitos que habitavam dentro de si. Ele vagou por entre caminhos, buscando uma outra saída para entender a sua existência e foi aí que esse homem que chorava diamantes, decidiu usufruir do seu tão doce e valioso dom...


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“Corpos espalhados pelo chão, fogo, miséria, sofrimento, esse era o quadro que se achava pintado quando cheguei naquele lugar. Mas, em um canto bem distante da floresta, ouvi gritos e mais gritos. Saí correndo feito louca, procurando por aquela voz que tanto gritava de desespero e de dor, quando cheguei perto do bosque, vi um homem adormecido no chão e ao redor dele vi milhares de diamantes espalhados. Suas mãos eram escarlates de tanto sangue, suas roupas estavam rasgadas e chamuscadas pelo fogo, vi marcas pelo corpo, que indicavam sinais de luta, e por fim, olhei para seus olhos e não os encontrei, vi diamantes cobertos pelo sangue e pensei, ele finalmente adormeceu com seu dom, descobriu o propósito da sua existência e morreu pela sua ganância...”

MORAL DA HISTÓRIA: "Por mais que do coração do homem procedam todos os maus desígnos, não significa que você deve segui-los. Por mais que nasçamos em uma época onde já existam ideias e ideais formados, temos que criar as nossas próprias crenças."

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