terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Medo de amar.

Eu me pego várias vezes tentando decifrar nossas conversas, entender nossos excessos, querendo te encontrar online pra falar coisas que eu nem sei. Minha determinação em não te querer mais tem sido maior que essa fraqueza, ou melhor, pecado pessoal, ou será sentimental? Me pego olhando para as paredes, desejando estar em outra lugar, com outro alguém. Me pego contando os dias, as horas, desejando que o tempo passe, que o mês acabe, que o ano finde. Me pego desejando querer amar, querer me apaixonar, querer conhecer alguém e me entregar de forma integral. Cansei de ser metade imperfeita. Cansei de me enganar buscando partes que não encaixam. Às vezes a gente aceita bem menos do que achamos merecer. Acho que é medo! Medo de não encontrar alguém que nos ame tão quanto imaginamos que devemos ser amadas.

Superação.

Eu fico a imaginar aqueles dias, momentos insanos de um descontentamento constante, onde a saudade era a única palavra do dicionário, qualquer tempo nunca era o suficiente para ouvir a tua voz. Ainda lembro. Lembro sim! Não tem como apagar da memória as vezes em que o coração falou mais alto, em que as inaptidões da junventude me levaram cedo demais a desabrochar o coração. Mas determinadas coisas são importantes demais para se deixar para a próxima oportunidade. Um coração quebrado ensina para a vida, você sente nos pés a inquietude da solidão. É chegado o momento de finalmente se reencontrar, conhecer os seus reais anseios, os segredos por trás das insatisfações, compreender a direção dos pensamentos, as possibilidades do desejo. É o momento de se reinventar, criar o seu próprio caminho, enxergar as suas limitações, vencer os medos.

Remendo.

Como pode doer tanto? Saber que você tem uma infinidade de outros passatempos? Como pode me rasgar desse jeito? Saber que tudo o que falamos não passou de uma coisa qualquer pra você. Meu coração doi, se isso realmente for possível. Acho que a sensação certa é esse vazio dentro de mim, é como se alguma coisa tivesse puxado o meu ar para fora e tivesse comprimindo meus pulmões. Todos os meus órgãos têm dançado dentro de mim. Estou enjoada. Estou enojada de mim. Tenho vontade de vomitar. Vontade de chorar. Vontade de te xingar. E eu só peço a Deus que as lembranças vão embora. Eu preciso esquecer o quanto desejei que o teu sorriso fizesse par com o meu. Preciso esquecer o quanto desejei que você gostasse de mim. Preciso esquecer o primeiro abraço, aquele que arrebatou o meu mundo e me tirou do chão. Se eu pudesse culpar alguém, seria aquele abraço. Ele confundiu a minha mente.