domingo, 2 de setembro de 2012

Tudo e nada.

O tempo tem passado rápido... mas, ele queima por dentro. 
E é como se em nós ele continuasse parado,
mesmo passando sem nem ao menos olhar para trás.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A vida acontece

O tempo não passa, ele voa. Dias se transformam em meses em questão de segundos. Até parece que fui dormir ontem e envelheci 10 noites em uma só. E a gente sempre pensa que tem tempo, ainda tem tempo de viver, de fazer a diferença, de ser diferente, de amar. Mas não há tempo, nem motivo para esperar a vida chegar. Afinal, ela começou antes mesmo de respirarmos primeira vez. No entanto, bate uma tristeza, um medo de nada dar certo, dos sonhos não se realizarem. É aí que a gente sente o que é a vida: um fio ultra fino. Nem sempre há um 'the end' quando somos cortados, amarrados, amassados ou pisoteados. Na verdade, é exatamente o contrário. Só há vida onde há dificuldades, e a felicidade só vem quando conseguimos ultrapassar as barreiras do medo. E se desviar desse mundo é uma forma de deixar de ter medo!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Deus que tudo pode!


Porque diz o senhor, aquele que é santo e poderoso, onipotente, onipresente e onisciente, aquele por quem geme nossas almas: regozija-te que é chegado o reino da glória!

"Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar." (1 Co 10:13)

Portanto, não temas e não te assombres, porque maior é o que está contigo e o inimigo dessa forma não te pode causar dano algum. O Senhor não tarda e não falha, e quando o buscamos de coração, ali Ele estará; porque Ele não está nunca longe de nós, porém se não o buscamos de coração é porque estamos cegos. Deixamo-nos cegar pelas artimanhas de satanás, permitimos que ele jogue em nossas "caras" todos os erros e barbaridades com que tentamos nos enganar, achando que podemos enganar a Deus.

"Ai dos que querem esconder profundamente o seu propósito do SENHOR! Fazem as suas obras às escuras e dizem: Quem nos vê? E quem nos conhece? Vós tudo perverteis, como se o oleiro fosse ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Não me fez; e o vaso formado dissesse do seu oleiro: Nada sabe." (Is 29:15-16)

Mas, carinhosa e paternalmente nos exorta o Senhor, a que nos emendemos enquanto ainda é tempo. Se o ouvirmos sabemos que Ele nos acolhe, porque esta é a sua doce e santa vontade.

"Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno." (1 Jo 5:19)

Mas, deleitemo-nos na vontade do Senhor que é a nossa salvação, e aceitemos a cristo como nosso senhor e salvador.

"Então, disse ela: Sossega, minha filha, até que saibas como irá o caso, porque aquele homem não descansará até que conclua hoje este negócio." (Rt 3:18)

"Porque povo santo és ao SENHOR teu Deus; o SENHOR teu Deus te escolheu, para que lhe fosses o seu povo especial, de todos os povos que há sobre a terra. O SENHOR não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos; Mas, porque o SENHOR vos amava, e para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito. Saberás, pois, que o SENHOR teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos." (Dt 7:6-9)

Em vista do acima exposto, creia que o senhor te dará tudo o que teu coração anseia.

"Procurando flores...
Poderá encontrar espinhos.
Mas...
Mesmo assim,
Haverá beleza no jardim."
(Juleni Andrade)

"Nada do que vivemos tem sentido
Se não tocarmos o coração das pessoas…"
(Cora Coralina)


sexta-feira, 20 de julho de 2012

Gosto. Gostei. Gostava.

Será esse o fim?
Talvez já tenha acabado.

Amigo

Amigo é assim... vale por mil. E não importa o momento, a circunstância, o problema, as dificuldades, a distância, não importa as diferenças ou as brigas, eles sempre nos completam nas nossas imperfeições. 
Seja com um simples sorriso ou uma palavra amiga, com uma piada ou alguma história hilária, ou com sua simples presença no nosso dia-a-dia, nos ajudando, estendendo a mão, nos segurando ou com um simples abraço de bom dia.
Tem amigo para toda hora, de todo jeito, para todos os gostos e para cada momento de nossas vidas. Tem aquele que te faz fazer loucuras, aquele que te faz refletir, aquele que te deixa mais esperto ou aquele que de tanto grudar te ensina a grudar nas pessoas que você ama.
Há aqueles que sempre tem uma história para contar, uma experiência para compartilhar, um conselho para te dar. Como também há aqueles amigos chatos, que gostam de meter o dedo em tudo, mas que você sabe que no fundo no fundo ele só faz isso porque não quer te ver chorar outra vez até às 5 da manhã. 
E são tantas as histórias e tantos os momentos preciosos deixados e conservados no tempo, que fica difícil especificar nesse pequeno texto o tamanho do meu amor e sincero agradecimento pela existência de cada amigo que já passou pela minha vida. Cada um de vocês desempenhou um papel importante na minha formação. Às vezes estamos longe, outras vezes perto, mas sempre, sempre fica no coração quem amamos.
Amizades são como ônibus, de certa forma, elas sempre andam cheias de coisas, pessoas, sentimentos, bagagens, cada uma tem uma cor, um modelo, um estilo, uma forma, e se movem de um lugar para o outro. Às vezes conhecemos pessoas que nunca imaginamos conhecer e outras vezes conhecemos pessoas que só passaram uns 5 minutos na nossa vida mas que deixaram bagagens preciosas em nós. Uma vez ouvi que não existe relacionamento sem mudança, sem transformação. E é verdade, às vezes as pessoas roubam alguns pedaços de nós e nós delas.
Isso não quer dizer, é claro, que ficamos incompletos. Na verdade, perdemos pedaços que não nos pertencem mais, que não são mais à nossa "cara". Aí vem uma outra pessoa, de mansinho, devagarzinho, e  sem percebermos, nos preenche de novo. Nossa vida é assim... a gente está sempre cheio e vazio, às vezes, simultaneamente. 
Por isso, além de agradecer à vocês, quero agradecer a alguém que faz isso constantemente comigo, arranca as partes que não me pertencem mais e me mantém sempre cheia... Cheia de amor para dar, cheia de esperança, cheia de fé, certezas, cheia de vida, que é DEUS.

Senhor, obrigada pelos amigos que tenho!!! 

FELIZ DIA DO AMIGO!



sexta-feira, 13 de julho de 2012

Inconsciente


Nosso inconsciente tem tanto poder, que consegue enxergar o mundo da forma como ele realmente é, ou seja, sem a turvação do dia-a-dia. Ele tem uma capacidade enorme de percepção e chega a enxergar tão bem quanto nossos olhos. E eis a prova: nossos sonhos. Tudo o que sonhamos é reprodução do que algum dia já vimos ou vivemos. O problema é que somos tão "lesados" em relação ao próprio universo de nossas vidas, isto é, somos tão "cegos" em relação a tantas coisas, que não conseguimos visualizar estas imagens, lugares, situações, momentos, como de fato apresentam-se.

Eis uma passagem do livro "A Interpretação de Sonhos" de Freud que representa exatamente essa capacidade perceptiva do nosso inconsciente:

"(...) durante anos, antes de concluir este livro, fui perseguido pela imagem de uma torre de igreja de desenho muito simples, que eu não lembrava ter visto jamais. E então, de súbito, reconheci-a com absoluta certeza numa pequena estação da linha férrea entre Salzburgo e Reichenhall." (p. 25).

Nesse pequeno fragmento do livro de Freud vimos que ele se refere a um sonho que há muito o perseguia, mas ele jamais pensou ter visto àquela torre.

“É especialmente notável a facilidade com que as recordações da infância e da juventude ganham acesso aos sonhos. Os sonhos continuamente nos relembram coisas em que deixamos de pensar e que há muito deixaram de ser importantes para nós.” (Volkelt - 1875, 119)

sábado, 16 de junho de 2012

Às vezes...

Não é sempre. Mas algumas vezes bate um vazio dentro de nós e é daquele tipo "fundo sem chão": profundo, sem fim, sustento ou base. Então é isso? Esse é o fim? Às vezes tudo parece extremamente complicado à nossa vista. Gritamos sem que ninguém ouça nossa voz. É como naqueles pesadelos em que você sabe que está sonhando mas não consegue acordar, ou em que você tenta gritar por "socorro" mas nada sai da sua garganta além do silêncio. Não me peça para explicar esses fenômenos recorrentes da nossa alma. Sei muito pouco, ou quase nada. Mas, o que de fato sei é que quando isso acontece só há uma vontade: fechar a porta do quarto, escutar músicas para lá de Bagdá (de tão depressivas) e brigar, algumas vezes, ou simplesmente calar a boca, o coração e a mente.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Universo feminino

Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a dizer.

E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se ouça o coração bater desordenadamente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade.

Às vezes é preciso partir antes do tempo, dizer aquilo que se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma e prepará-la para um futuro incerto, acreditar que esse futuro é bom e afinal já está perto (...) Pensar que o tempo está a nosso favor, que o destino e as circunstâncias de encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim.

Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor. Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo.

Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio e paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar.

Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar (...).
(Margarida Rebelo Pinto)

terça-feira, 29 de maio de 2012

While I'm waiting...

Quero um amor que mexa comigo...
Um amor que aqueça meus dias frios
e me tire do sério nas noites solitárias.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Complexados.

"Bem", nunca vi uma pessoa gostar tanto de começar uma frase assim como eu. Existem tantas palavras interessantes por aí, milhares que talvez eu nunca tenha visto, mas ainda assim teimo em começar minhas frases usando "bem". Seja nas lessons de Inglês ou nos meus textos curriculares ou extracurriculares. Até parece que estou a responder uma pergunta, e talvez realmente eu esteja. Daí a ideia de trazer um tópico à tona: nosso conservadorismo na hora de escrever, ou como preferirem, nossas deficiências na língua materna. Temos a mania de nos apegar a palavras, é como se nascêssemos com elas, crescêssemos e morrêssemos sabendo unicamente e sempre as mesmas palavras. Não nos permitimos a ideia de aprender novas palavras, continuamos com as velhas e nos acomodamos. E o mais engraçado é o número de pessoas que buscam aprender outras línguas sem nem ao menos conhecer a sua própria. Talvez todos sofremos do "complexo de autismo", não somos autistas de fato, mas em certos pontos nos comportamos como tais... alguns menos, outros mais.

The time.


O tempo está correndo? Decerto que sim. E eu, como boa aluna que sou, fui atrás do professor dos bons sabedores, o Google, e achei uma frase de autoria desconhecida que me soou peculiar: "A corrida nem sempre é para o mais rápido. E sim, para aquele que continua correndo...". Não posso negar que concordo em parte com o pensamento. Se o tempo anda correndo não significa que temos de alcançá-lo, talvez a moral da história seja exatamente o contrário. Ou seja, o melhor atleta é aquele que corre e alcança seu alvo, mas o sábio é aquele que sabe o momento certo de aumentar o passo ou de diminuir a velocidade. Tudo é questão de movimento, ou para quem já estudou física, da variação da posição espacial de um objeto ou ponto material no decorrer do tempo. Traduzindo, um corpo está em movimento em relação a um dado referencial, isto é, estamos em movimento em decorrência do tempo, se ele se move/corre nós reflexivamente nos movemos. Seja através do nosso querer, entendimento ou escolha, ou porque estamos "obrigados" a seguir em constante movimento com ele. É quase como a segunda lei de Newton: toda ação tem uma reação. Então, quanto mais corremos mais o tempo se encurta, mais ele "corre". Nem sempre se trata de ser o mais rápido, às vezes tem a ver apenas em continuar correndo. Mas, claro, isso não significa que devemos ser produtos do tempo, no entanto, também não quer dizer que não sejamos.

sábado, 12 de maio de 2012

WWJD?

Depois de algumas folhas amassadas, e racunhos destruídos, tento através dessas palavras desabafar tudo o que me vem aflingindo... O que reflete nas escolhas que faço e nos sonhos que tenho! 



Espero escrever um grande texto, um dia, talvez eu seja reconhecida ou mude a vida de alguém, mas seria realmente bom ter sucesso nas escolhas e tentativas que irei fazer. Talvez eu ache uma pessoa que me ame tão quanto eu ame ela, isso também não seria ruim. O problema é que, às vezes, chego a pensar que tudo isso é de fato o que preciso. É como aquele sonho de ir além do que acredito, de fazer mais do que preciso, de ser a pessoa que tantas pessoas gostariam que eu fosse.

Minha vida está aberta, assim como a porta do meu quarto ou do meu "arreganhado" jeito de tratar as pessoas. Gostaria muito de ser uma pessoa prestativa, presente em todos os momentos importantes na vida daquelas pessoas que amo. E como amo. Eu apenas estou tentando achar o caminho certo, a direção correta, e nem sempre nessa jornada vou agradar a todos. Sei que não posso exigir nada de ninguém, apenas não sei como fazer as coisas certas. Acho que preciso que ao menos uma vírgula ou ponto, exclamação ou  interrogação, seja colocada entre as palavras informes do roteiro da minha própria vida, para que finalmente essas coisas comecem a fazer sentido.

E quase parando, desistindo, uma voz continua repetindo ao meu ouvido: "filha,  eu te amo, e quero cuidar de você"; "filha, não temas, eu estou do teu lado"; "filha, tenha calma, o melhor ainda está por vir"; "filha, anime-se, grandes coisas ainda farei através da tua vida". E eu quero acreditar, do fundo da minha alma, eu quero acreditar. Eu quero acreditar que as coisas podem ser diferentes, quero acreditar que nem tudo é ou acontece da forma que sempre achamos que são. Eu quero acreditar que posso ir mais além, que posso fazer acontecer, posso mudar minha história, e consequentemente, resplandecer essa mudança maravilhosa na vida das pessoas que amo. Mas, eu preciso saber... O que faria Jesus em meu lugar? Porque eu não sei o que fazer, nem como fazer, e também não tenho força suficiente para fazer isso sozinha. Mas eu não desisto, e nesse sentido, sou teimosa mesmo. Então, eu pergunto: "Em meu lugar, o que faria Jesus?".

sábado, 5 de maio de 2012

Colchão no chão.

Eu sei que o sol vai brilhar depois da escuridão. E um dia, quando eu menos esperar, vou olhar para o céu e ele vai estar sorrindo para mim, com as portas abertas, derrabando bençãos, bençãos, bençãos sem fim.  E não haverá dúvidas, nem ressentimentos, muito menos incredulidade. Tudo será palpável, até mesmo o amor, principalmente o amor.


Pés molhados.

A água toca a terra, meu corpo, minha alma.
Ela leva embora meus medos, meus segredos
e as mentiras contadas a mim mesma.
É como desnudar meu ser.
É como lavar meu coração.
Assim, simples, como nascer segunda vez sem ter morrido.
Como crescer sem nunca ter sido pequeno.


19 minutos

Sabe, às vezes me pergunto como as coisas seriam se tudo não tivesse acontecido como aconteceu. Será que seria diferente? Será que EU seria diferente? Muitas vezes desço até o abismo para achar a luz que preciso, e tão pouco volto à superfície para achar minha escuridão. Porque quando tudo está claro é quando há um inferno dentro de mim, o teu inferno, o nosso inferno, a nossa história. Me tranco no quarto dos desamores e tento me desapegar de tudo, até de mim. Retiro camada por camada, pele por pele, sentimento por sentimento, mas não consigo jogar fora meu coração, porque ele sou eu e eu sou ele. Cada batida, o sangue correndo em minhas veias, o escarlate ardendo através da minha pele, meu calor, meu tempo, minha vida. Mas será essa a única prova da minha existência? Você?!

terça-feira, 1 de maio de 2012

How he loves



Aspas.


Pequenos detalhes.

Quem assistiu Vanilla Sky sabe o quanto essa pequena e simples frase pode ser macabra. 
Quando se trata de sentimentos, a mínima vírgula pode fazer toda a diferença na hora do resultado.

Saudade.

Sim, sinto falta do carinho, do abraço, da palavra amiga.
Sinto falta de tantas coisas que nem aconteceram ainda...
e de outras que talvez nunca venham a acontecer novamente.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Uma Mente Brilhante

"Eu sempre acreditei em números, em equações e na lógica que leva a razão. Mas depois de uma vida em tal busca, eu pergunto: o que é mesmo a lógica? Quem decide o que é racional? Tal busca me levou através da física, da metafísica, do delírio, e de volta. Então eu fiz a descoberta mais importante de minha carreira, a descoberta mais importante de minha vida. É somente nas misteriosas equações de amor que alguma lógica real pode ser encontrada." (John Nash)  

sábado, 21 de abril de 2012

Resquícios.


Eu te deixei porque não aguentava ser a única a ter respostas, não aguentava ser a única a demonstrar importar-se, não aguentava ser a única a te amar. Naquela época, eu estava disposta a te dar tudo, meus sonhos, minha vida, meu futuro, mas nem mesmo isso você quis. Então, não me venha dizer que nós fomos felizes, porque "daquela época" a única pessoa que sabia disso não se importa mais.

domingo, 8 de abril de 2012

Mundo da leitura.


A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido. 

Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos. 

Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação. 

Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais? 

Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido. 

Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebida. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas. 

Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro. 

Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade. 

O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura? 

É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um. 

Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos. 

Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil. 

Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida. 

Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

(Guiomar de Grammon)

domingo, 1 de abril de 2012

Twins.

Às vezes, fecho os olhos e quase consigo sentir teus lábios se moldando aos meus. E é como se tudo o que me faltasse se resumisse a esse momento, lábio-a-lábio com você. Não seria necessário palavras para escrever isso, porque nossos lábios o faria por nós, eles contariam toda a nossa história num piscar de olhos, num bater de corações, numa troca de salivas, num tocar de almas. E se nossas almas não forem gêmeas, nossos lábios são. Eu e você, você e eu.

Des-mascara-lização.

Ela levantou do chão e prometeu a si mesma que nunca mais deixaria que a despedaçassem daquele jeito. E seguiu em frente, com a cabeça erguida, passo após passo, erro após erro, plano após plano. De inicio estava só, trancada, fechada por fora, mas depois ela se abriu, se arregassou para a vida, para o mundo, para si. Ela se conheceu pela primeira vez e gostou de saber quem era. Uma garota cheia de defeitos, que ama, chora, aprende, erra, sonha. Uma garota como todas as outras que quer ser feliz.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Damon \*




Como eu mesmo já diria...
Nosso passa tempo favorito: 
Damon, com um "D" bem grande aí.

Desapego.

"Coragem, às vezes, é desapego. É parar de se esticar, em vão, para trazer a linha de volta. É permitir que voe sem que nos leve junto. É aceitar que a esperança há muito se desprendeu do sonho. É aceitar doer inteiro até florir de novo. É abençoar o amor, aquele lá, que a gente não alcança mais."

(Ana Jácomo)