sexta-feira, 20 de julho de 2012

Gosto. Gostei. Gostava.

Será esse o fim?
Talvez já tenha acabado.

Amigo

Amigo é assim... vale por mil. E não importa o momento, a circunstância, o problema, as dificuldades, a distância, não importa as diferenças ou as brigas, eles sempre nos completam nas nossas imperfeições. 
Seja com um simples sorriso ou uma palavra amiga, com uma piada ou alguma história hilária, ou com sua simples presença no nosso dia-a-dia, nos ajudando, estendendo a mão, nos segurando ou com um simples abraço de bom dia.
Tem amigo para toda hora, de todo jeito, para todos os gostos e para cada momento de nossas vidas. Tem aquele que te faz fazer loucuras, aquele que te faz refletir, aquele que te deixa mais esperto ou aquele que de tanto grudar te ensina a grudar nas pessoas que você ama.
Há aqueles que sempre tem uma história para contar, uma experiência para compartilhar, um conselho para te dar. Como também há aqueles amigos chatos, que gostam de meter o dedo em tudo, mas que você sabe que no fundo no fundo ele só faz isso porque não quer te ver chorar outra vez até às 5 da manhã. 
E são tantas as histórias e tantos os momentos preciosos deixados e conservados no tempo, que fica difícil especificar nesse pequeno texto o tamanho do meu amor e sincero agradecimento pela existência de cada amigo que já passou pela minha vida. Cada um de vocês desempenhou um papel importante na minha formação. Às vezes estamos longe, outras vezes perto, mas sempre, sempre fica no coração quem amamos.
Amizades são como ônibus, de certa forma, elas sempre andam cheias de coisas, pessoas, sentimentos, bagagens, cada uma tem uma cor, um modelo, um estilo, uma forma, e se movem de um lugar para o outro. Às vezes conhecemos pessoas que nunca imaginamos conhecer e outras vezes conhecemos pessoas que só passaram uns 5 minutos na nossa vida mas que deixaram bagagens preciosas em nós. Uma vez ouvi que não existe relacionamento sem mudança, sem transformação. E é verdade, às vezes as pessoas roubam alguns pedaços de nós e nós delas.
Isso não quer dizer, é claro, que ficamos incompletos. Na verdade, perdemos pedaços que não nos pertencem mais, que não são mais à nossa "cara". Aí vem uma outra pessoa, de mansinho, devagarzinho, e  sem percebermos, nos preenche de novo. Nossa vida é assim... a gente está sempre cheio e vazio, às vezes, simultaneamente. 
Por isso, além de agradecer à vocês, quero agradecer a alguém que faz isso constantemente comigo, arranca as partes que não me pertencem mais e me mantém sempre cheia... Cheia de amor para dar, cheia de esperança, cheia de fé, certezas, cheia de vida, que é DEUS.

Senhor, obrigada pelos amigos que tenho!!! 

FELIZ DIA DO AMIGO!



sexta-feira, 13 de julho de 2012

Inconsciente


Nosso inconsciente tem tanto poder, que consegue enxergar o mundo da forma como ele realmente é, ou seja, sem a turvação do dia-a-dia. Ele tem uma capacidade enorme de percepção e chega a enxergar tão bem quanto nossos olhos. E eis a prova: nossos sonhos. Tudo o que sonhamos é reprodução do que algum dia já vimos ou vivemos. O problema é que somos tão "lesados" em relação ao próprio universo de nossas vidas, isto é, somos tão "cegos" em relação a tantas coisas, que não conseguimos visualizar estas imagens, lugares, situações, momentos, como de fato apresentam-se.

Eis uma passagem do livro "A Interpretação de Sonhos" de Freud que representa exatamente essa capacidade perceptiva do nosso inconsciente:

"(...) durante anos, antes de concluir este livro, fui perseguido pela imagem de uma torre de igreja de desenho muito simples, que eu não lembrava ter visto jamais. E então, de súbito, reconheci-a com absoluta certeza numa pequena estação da linha férrea entre Salzburgo e Reichenhall." (p. 25).

Nesse pequeno fragmento do livro de Freud vimos que ele se refere a um sonho que há muito o perseguia, mas ele jamais pensou ter visto àquela torre.

“É especialmente notável a facilidade com que as recordações da infância e da juventude ganham acesso aos sonhos. Os sonhos continuamente nos relembram coisas em que deixamos de pensar e que há muito deixaram de ser importantes para nós.” (Volkelt - 1875, 119)