sábado, 8 de novembro de 2014

Round and round

Eu repito milhares de vezes: "ele não gosta de você", "ele não gosta de você", "ele não gosta de você", mas meu coração insiste em revisar os fatos, insiste em permanecer no erro, insiste em acreditar no amor. Contudo, não há amor na distância, nem nas palavras não ditas, nem no sentimento oculto, não existe amor nas brincadeiras, não existe amor entre nós, o que existiu foi outra coisa. Todavia, esse coração bobo insiste também em te esperar, insiste também em acreditar que um dia será tão amado quanto ama, insiste em te amar, mesmo não sabendo bem o que isso significa; E parece que o tempo não passa, parece que nada acontece, estou naquela mesma montanha russa que te falei, meu dia é sempre o mesmo, tua ausência é constante. Não queria nem quero ser dependente desse sentimento, não acredito que você me ame, mas gostaria de estar enganada, gostaria de ser objeto do teu afeto. E de nada adiantou as leituras de horóscopo, nem os jogos de adivinhação, muito menos todas aquelas conversas de mil horas. De nada adiantou toda a curiosidade, nem a ansiedade do primeiro beijo, de nada adiantou os sonhos, de nada valeu a espera... Às vezes a gente simplesmente descobre o quão somos "imbecis", acreditando em meias verdades, em fontes não confiáveis: nosso coração.