quinta-feira, 30 de setembro de 2010

De volta pra casa

As cores estão diferentes.
As casas mais belas.
O ar tão fresco como o que era antes.
E o céu está cheio de algo
que eu não consigo explicar o quê.
E é como se tudo mudasse.
E ao mesmo tempo é como se tudo
permanecesse da mesma forma que eu deixei.
As formas reviradas, os laços quebrados e o sol lá fora.
Mas, talvez, o que tenha de novo por aqui, novamente, seja eu.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Junto e misturado

O meu eu procura asilo na imensidão do infinito sem fim,
Ele se esconde nas lágrimas secas que molham o meu rosto,
Nas vozes roucas que cegam o meu corpo,
Nos gestos tolos que me marcam a história,
Nas tantas incertezas que me encobriram os prazeres já ganhados.
"E é de tanto olhar pra ESSA miragem que eu me misturo e viro ela."

Escritores da liberdade

"O filme "Escritores da Liberdade"(Freedom Writers, EUA, 2007) aborda, de uma forma comovente e instigante, o desafio da educação em um contexto social problemático e violento. Tal filme se inicia com uma jovem professora, Erin (interpretada por Hilary Swank), que entra como novata em uma instituição de "ensino médio", a fim de lecionar Língua Inglesa e Literatura para uma turma de adolescentes considerados "turbulentos", inclusive envolvidos com gangues. Ao perceber os grandes problemas enfrentados por tais estudantes, a professora Erin resolve adotar novos métodos de ensino, ainda que sem a concordância da diretora do colégio. Para isso, a educadora entregou aos seus alunos um caderno para que escrevessem, diariamente, sobre aspectos de suas próprias vidas, desde conflitos internos até problemas familiares. Ademais, a professora indicou a leitura de diferentes obras sobre episódios cruciais da humanidade, como o célebre livro "O Diário de Anne Frank", com o objetivo de que os alunos percebessem a necessidade de tolerância mútua, sem a qual muitas barbáries ocorreram e ainda podem se perpetrar.

Com o passar do tempo, os alunos vão se engajando em seus escritos nos diários e, trocando experiências de vida, passam a conviver de forma mais tolerante, superando entraves em suas próprias rotinas. Assim, eles reuniram seus diários em um livro, que foi publicado nos Estados Unidos em 1999, após uma série de dificuldades. É claro que projetos inovadores como esse, em se tratando de estabelecimentos de ensino com poucos recursos, enfrentam diversos obstáculos, desde a burocracia até a resistência aos novos paradigmas pedagógicos. Em países como o Brasil, então, as dificuldades são imensas, mas superáveis, se houver engajamento e esforços próprios.

Nesse sentido, o filme "Escritores da Liberdade" merece ser visto como apreço, sobretudo pela sua ênfase no papel da educação como mecanismo de transformações individuais e comunitárias. Com essas considerações, vê-se que a educação, como já ressaltaram grandes educadores da estirpe de Paulo Freire, tem um papel indispensável no implemento de novas realidades sociais, a partir da conscientização de cada ser humano como artífice de possíveis avanços em sua própria vida e, principalmente, em sua comunidade." 

(Fonte: Recanto das Letras)

P.S: Recomendo o filme, muito bom. Muito bom mesmo.

"Alguma coisa..."

Escrever é tão fácil quanto realmente se imaginar a leitura de um poema. Não se escreve apenas por escrever. Até mesmo quando você escreve por nada, você descreve alguma coisa, você sente alguma coisa, você expressa alguma coisa. E é de "coisa" em "coisa" que nascem os grandes poetas e escritores. Não que eu esteja dizendo que perante as minhas "coisas" eu serei boa realmente em "alguma coisa". Eu só sinto que quando eu escrevo, eu descrevo cada pedaço do meu ser. É através da escrita que eu me permito falar de certas coisas das quais não falo a ninguém. E são com essas palavras que eu choro, grito e me revolto. São com essas palavras que me faço presente com o "eu" que eu sempre descrevo em meus textos. Através da escrita se cria um universo paralelo onde tudo é real e possível, onde tímidos tornam-se ousados, onde fracos tornam-se fortes. Através da escrita, fala-se sobre a verdade das mentiras que contamos no conviver. E é escrevendo que se conquista esse mundo irreal.

Universo paralelo

Eu já sofri o bastante, me martirizei por muito tempo. Sofri as dores e conheci o sofrimento. Já me culpei muitas vezes e já mudei por quantas vezes se fizeram necessárias a mudança. Errei e acertei, caí e levantei. A vida é um jogo e isso se faz presente no dia-a-dia, se faz presente na dinâmica dos nossos sentimentos. Não adianta dizer que a verdade sempre vence. Não adianta dizer que o certo é sempre a verdade. As coisas mudam, a vida muda. Por isso, não adoto verdades universais, não vivo gostos ou crenças coletivas. Crio minhas verdades e finjo o espelho da realidade que é inerente a mim. Não tome minhas palavras por presunção ou sabedoria, pois até mesmo essas palavras são desconhecidas no meu dicionário pessoal. Quer saber o que é sabedoria? Quer saber o que é presunção? Procure-as no mundo lá fora. Porque aqui minhas palavras não têm fundamento no mundo exterior. Aqui é o lugar onde crio o universo paralelo da irrealidade real do meu conhecimento limitado..

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Pérolas de Zelinhaa!

"A gente só é gente quando a gente é a gente que a gente é mesmo..."

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Pra passar o tempo

Bem vindo à edição de 2010 sobre conseguindo conhecer suas amigas.

Em teoria você aprenderá mais pequenas coisas sobre suas amigas que talvez você não soubesse.

1. A que horas você se levantou hoje?
R: 6: 32

2. Diamantes ou pérolas?
R: Diamantes.

3. Qual foi o último filme que você assistiu no cinema?
R: Nunca fui num cinema! =/

4. Qual o seu programa de TV favorito?
R: "A grande família" da globo.

5. O que você normalmente come no café da manhã?
R: Como uma maçã.

6. Qual o seu nome do meio?
R: Sobreira.

7. Que comida você não gosta?
R: Não encontro nenhuma das quais não gosto.

8. Qual o seu CD favorito no momento?
R: Não curto CD. Meu estilo musical é MPB.

9. Qual tipo de carro você dirige?
R: Nenhum

10. Qual seu sanduíche favorito?
R: Misto?!?

11. Qual característica você despreza?
R: Falsidade.

12. Qual sua favorita peça de vestir?
R: Vestido.

13. Para onde você iria de férias em qualquer lugar do mundo?
R: Itália.

14. Qual sua marca de roupa favorita?
R: Qualquer uma.

15. Para onde você iria quando se aposentasse?
R: Fernando de Noronha.

16. Qual foi seu aniversário mais memorável?
R: Meu niver de 11 anos.

17. Qual seu esporte favorito para assistir?
R: Vôlei.

18. Local mais longe que você está enviando isso?
R: Sei lá.

19. Pessoa que você espera que leia primeiro?
R: Danii. =)

20. Quando é o seu aniversário?
R: 15 de novembro.

21. Você é uma pessoa do dia ou da noite?
R: Sou namorada do dia e amante da Noite.

22. Qual numeração do seu sapato?
R: 36.

23. Animal de estimação?
R: Tive alguns cachorros, mas, recentemente não tenho nenhum.

24. Alguma nova excitante notícia que você gostaria de compartilhar conosco?
R: Comprei o filme Resident Evil 4.

25. Qual sua bebida/drink favorito?
R: Coca-Cola.

26. Como você está hoje?
R: Pretty Good. Mais ou menos.

27. Qual seu bombom (ou doce) favorito?
R: Beijinho.

28. Qual sua flor favorita?
R: Não tenho ao certo, mas, um dia eu já gostei de verde.

29. Por qual data no calendário você está esperando?
R: Por meu aniversário.

30. Qual seu nome completo?
R: Luiza Catarina Sobreira de Souza.

31. O que você está ouvindo agora?
R: Tattoo - Jordin Sparks.

32. Qual foi a última coisa que você comeu?
R: Pudim.

33. Você faz pedido para as estrelas?
R: Não. Peço pra Deus.

34. Se você fosse um lápis, que cor seria?
R: Verde.

35. Como está o clima agora?
R: Mais do que CALOR.

36. Qual a cor natural do seu cabelo?
R: Loiro escuro.

37. Qual seu refrigerante preferido?
R: Soda.

38. Qual seu restaurante favorito?
R: Qualquer um serve. hehehe.

39. Qual sua cor favorita de esmalte para unhas?
R: Francesinha.

40. Qual foi seu brinquedo favorito quando criança?
R: Um ursinho.

41. Verão ou inverno?
R: Inverno.

42. Abraços ou beijos?
R: Depende da ocasião. Pois, as vezes um abraço vale mais que mil beijos.

43. Chocolate ou baunilha (suspiro)?
R: Nenhum dos dois.

44. Café ou chá?
R: Nenhum dos dois. Que tal suco?!?

45. Você quer que suas amigas também respondam?
R: Sim.

46. Quando foi a última vez que chorou?
R: Antes de ontem, quando eu tava lendo: Night Huntress.

47. O que tem embaixo da sua cama?
R: Minhas sandálias.

48. O que você fez ontem à noite?
R: Fui jantar no Bistro (não sei se o nome é escrito assim) kkkk

49. Do que você tem medo?
R: De magoar as pessoas que amo.

50. Salgado ou doce?
R: Salgado.

51. Quantas chaves há no seu chaveiro?
R: 2.

52. Quantos anos no seu emprego atual?
R: Não trabalho.

53. Dia favorito da semana?
R: Sábado.

54. Em quantas cidades você já morou?
R: 2. (Salgueiro e Sousa)

55. Você faz amizade com facilidade?
R: Não.

56. Para quantas pessoas você irá enviar isso?
R: Quem considero.

57. Quantas responderão?
R: Acho que todas.

P.S: Até que é um teste legal.
P.S 2: Foi Tefinha que mandou pro meu msn, beijooo Tefinhaa!

Mowzinho

Você é o farol que ilumina o meu ser.
Teus olhos, teu olhar, tua face, teu sorriso me levam a você.
És o sol que ilumina o meu viver,
a flor que me perfuma o coração,
o calor que incendia o corpo,
tua voz é o calmante da minha alma,
você é quem me ensina o que realmente é viver.

Tormentos

Os velhos fantasmas sempre nos assombra!

Declarações do primeiro porre

Mesmo que isso não vá dá em nada, espero que o arrependimento não me vença, pois a existência desse amor que julgo sentir e não consigo provar ainda prevalece...E o fato de você ter sido sabedor, mais uma vez, é um tanto reconfortante. Pequeno, mas importante detalhe: seis da manhã, enfim sóbria e com a conversa relida! Sinto-me bem! 

Efigênia Tavares

Texto desconhecido

A madrugada parece ter cochilado e as horas aqui não passam. Tudo escuro e nada ouço além do tic tac impaciente do único relógio da casa. Perdida em meus pensamentos incertos retorno o tempo e até avanço alguns anos. Refaço ilusões perdidas e arquiteto outras expectativas. Não suporto fechar os olhos. Ignoro as cobertas frias e nada parece mais animador que admirar o vazio pela janela. Não há pessoas, não há cães, não há luzes e não há você no asfalto seco lá fora. Surpreendo-me com o rugido asco que invade o ambiente e com um sabor amargo roça minha nuca. Fujo para debaixo das cobertas novamente. Eu não quero de volta a companhia da solidão, que não parece se importar com a minha rejeição. Escondo-me, sem sucesso, por entre os lençóis e, logo, ela me alcança. Resta-me, então, acomodar o rosto no travesseiro e encarar de frente a solidão. Juntas, tentamos decifrar o final de algumas histórias que não nasceram para terem finais. Às quatro da manhã ainda alimento alguma memória e volto com desconfiança até você. E já não encontro mais os livros no lugar. Penso se eu ainda estivesse aí, você cantaria uma canção para eu dormir? Mudaria a estante de lugar ou me contaria de novo uma história inventada? Eu sei, se estivesse aí, o timbre das músicas seriam outros, não existiria o tic tac do relógio e o fim da história teria outro ritmo. Mas eu quis perder o caminho de volta. Foi proposital quando fechei a porta e joguei a chave do outro lado da cidade. E, quando resolvo me conformar com sua ausência, o dia amanhece e percebo que não deu tempo de fechar os olhos e dormir. 

P.S: Esse texto não é meu, se você for o dono(a), identifique-se e indique o Blog, assim eu posso colocá-lo como autor(a) do texto. Beijooos.
P.S 2: Adoreei o texto, perfeito!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Dancinhas

Um dança por dia é tudo o que eu preciso.
Ensina-me os passos, que te dou o que queres.
Pois, dentro dos graciosos movimentos que apregoastes na minha alma,
guardo na essência do meu coração a fragrância das lembranças do nosso passado.
E agora, mesmo sendo aquela velha menina que entende de algumas coisas. 
Quero te dizer que o que você não sabe de mim,
nem ao menos eu, algum dia, vou dizer que sei.

Meu ursinho Ted 4

CONTINUAÇÃO

E é aqui o meu ponto. Eu estou chorando porque acho que fiz besteira. Estou chorando porque ele não falou nada. Estou chorando porque...Porque eu não sei mais de nada na minha vida. Ontem, eu tinha um melhor amigo, um urso que eu amava e minha vida estava absolutamente normal. Hoje, eu não tenho certeza de nada. Foi aí que eu ouvi aquele antigo barulhinho, que não era tão antigo assim e que antes costumava ser o meu passaporte para a sanidade. Eu não sabia o que fazer, não era nem mesmo 6 horas da manhã... Abrir, não abrir, eis a questão. Corri - mas não uma corrida rápida - e o vi na janela, lindo como sempre.
- Oi - ele disse.
- Oi. E aí, qual é a boa?
- Er...A questão é a seguinte me diga o que aconteceu entre nós.
- Eu o que? Você quer que eu diga o quê? Que eu explique o quê?
- O que aconteceu entre NÓS.
- Agora você quer jogar a responsabilidade sob as minhas costas, é? Eu não sou abrigada a fazer ou dizer nada. Se você tá arrependido pelo que fez, não venha querer jogar a culpa em cima de mim.
- Seus olhos estão vermelhos? Você andou chorando?
- Não - engoli totalmente o último resíduo de choro que poderia existir dentro de mim. Mas eu ainda sentia que a qualquer momento explodiria de novo - Fale logo tudo o que você quer falar e me deixe em paz.
- Rose, você sabe que eu gosto de você. Eu sempre gostei. Eu só não sei se você sente o mesmo por mim.
- Se você já acabou pode ir embora.
- Rose, quero te fazer uma proposta...
Fiquei em silêncio. E num movimento rápido ele pulou para dentro do meu quarto. ISSO, pegou-me desprevenida. Quer dizer, é claro que ele já tinha feito antes, mas não daquele jeito. Ele foi até a porta e a trancou. Depois me mandou sentar para conversar. Eu sentei na cama e ele também - um gesto tão antigo, mas que para mim era totalmente novo. Ele olhou para mim com aqueles olhos castanhos escuro que eu tanto amava e disse o seguinte: "Rose, eu sei que nós sempre fomos amigos. Você me conhece, eu te conheço. Porém, digamos que eu só percebi você como realmente eu sempre quis ontem. Então, eu sei que é precipitado e sei que talvez você ache que é loucura, mas também sei que daqui em diante não será mais o mesmo. Então, vou logo a proposta: Quer namorar comigo?"
Eu o olhei com uma certa incredulidade. Tudo bem que eu sempre o achei lindo de morrer. Eu também já tinha sentido ciúmes dele antes. Mas eu realmente não sabia o que fazer. Ninguém nunca tinha me pedido em namoro antes. Eu o olhei, mas não encontrei resposta. Ele entendeu isso como uma negativa, então se levantou e disse que entendia, disse para eu não me preocupar mais, esquecer. E quando ele estava prestes a sair pela janela, eu disse: "Ted..." - ele olhou para mim com esperança ainda no olhar - "não é que eu não goste de você, porque eu realmente gosto. Mas tudo aconteceu tão rápido, eu não esperava que fosse assim". Ele se aproximou e disse: "Você quer dizer que também gosta de mim? Mais que um amigo?". "Sim", - foi minha resposta - "mas...". "Era tudo que eu precisava ouvir..." - essas foram as suas últimas palavras antes de me arrastar para cama e recomeçar a me beijar de onde paramos na noite anterior. "Peraí..." - ele disse - "cadê o Ted?". "Hmmm, er..." (CONTINUA)

FIM.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Amor de Deus

"Chamarei 'meu povo'
a quem não é meu povo;
e chamarei 'minha amada'
a quem não é minha amada".

Romanos 9: 26

P.S: Jesus te ama!

Palavras sábias

"Terei misericórdia de quem
eu quiser ter misericórdia
e terei compaixão de quem
eu quiser ter compaixão".

Romanos 9: 15

Meu ursinho Ted 3

CONTINUAÇÃO

- Er...Boa noite. - Minhas bochechas queimaram sob a minha face - Cadê o carro?
- Hmmm... Você está pronta para matar hoje, não? - ironia transparecendo pelo seu tom de voz.
- Hahaha, engraçadinho. Quer dizer que eu não posso me arrumar da forma que eu quero?
- Eu diria que você está paquerando com alguém.
- Eu, paquerando!? Com quem? Você tá ficando é doido.
- Doido eu estaria ficando se eu fosse você, além do mais, eu te conheço... Você nunca saiu assim antes.
- Vamos parar com essa baboseira e vamos logo para o carro - Falei entre os dentes.
- Caaaaalma. Você sabe que eu só estou tirando onda. Eu só queria dizer que você está realmente bonita hoje.
Novamente meu rosto ficou escarlate. Foi aí que ele abriu a porta do bagageiro para mim dizendo: "Senhorita, queira entrar no meu humilde carro." Eu comecei a rir, foi inevitável.
- Idiota!
Seguimos quase em silêncio para a festa na casa Joe. Ao chegar lá ele estacionou o carro e passou algumas instruções. Disse que eu deveria tomar cuidado, tentar me divertir um pouco e evitar loucuras. Dessa última parte eu ri. Não era a primeira vez que eu ía pra uma festa com ele, e todas as outras vezes, ele é que fazia loucuras. Enfim, entramos e tudo se tornou bastante tenso para mim. Começamos a girar na pista de dança como sempre fazíamos. O melhor da minha relação com Ted é que ele me entende, eu o entendo e nós nos respeitamos. Mas, dessa vez vi um lampejo de algo diferente no seu olhar para mim. Da mesma forma, eu também o olhava de forma diferente. As músicas foram passando e a bebida em nossos copos começou a secar. As horas também passaram. Encontramos alguns amigos em comum, mas passamos a festa inteira juntos, conversando, dançando, brincando. Curtimos bastante a festa. Quando já era perto das 2 da manhã ele me chamou para ir embora. Entramos no carro e eu senti um clima bastante pesado entre nós. Não um clima de discussão, briga, nada disso, um clima diferente. Foi aí que aconteceu, ele veio em minha direção e simplesmente me beijou. De início os nossos lábios se tocaram de forma doce e suave. Depois, eles ganharam uma urgência incrível. Sua língua acariciou minha boca, eu acariciei a dele Foi aí que ele começou a suga-la de uma forma quase que erótica. Eu deixei e eu também fiz. Passei as mãos pelos seus cabelos e puxei a sua cabeça mais para perto. Ele - em resposta a isso - me puxou para o seu colo e começou a cobrir meu pescoço de beijos, deslizou as mãos pelas minhas costas e alcançou os meus quadris, puxando-me mais para perto - arfei. Nunca fui beijada assim, nem tocada assim. Comecei a sentir o fogo, um fogo que me consumia por completo, roubando a minha razão. Ele começou a dar mordidas ao longo do meu pescoço e eu, enfiei as minhas unhas nas suas costas. Foi aí que ele tirou a alça do meu vestido e começou a beijar os meus ombros, deslizando a sua língua em direção aos meus seios. Aí, eu parei. Parei de beijar, parei de me mexer e mandei ele parar. Ele olhou para mim e eu vi o lampejo de desejo no seu rosto, um olhar de "não faça isso comigo!".
- Não podemos fazer isso - frisei bastante a última palavra saindo de cima dele. Ele não fez menção em me parar. Muito menos fez menção alguma. Apenas ligou o carro e me levou para casa. Não disse uma só palavra no caminho. Ele estacionou o carro e eu nem ao menos deixei ele falar alguma coisa. Saí correndo em direção à minha casa.



Te buscar

"Se você correr de mim, eu vou te perseguir. E eu vou te encontrar..."

J.F

Buscas

"Quando você eliminou o impossível, o que quer que permaneça,
 ainda que improvável, deve ser a verdade."

Sherlock Holmes do Senhor Arthur Conan Doyle

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Meu ursinho Ted 2

CONTINUAÇÃO

- Meu Deus - disse ele - eu sempre te avisei que um dia você ía ficar doida - a próxima parte ele falou entre uivos de ataque de riso - Tá parecendo aquela menina Blanca, aquela da oitava série que vivia atrás de mim.
Saindo rapidamente do meu sonho insano falei: - Na verdade, o nome dela era Bianca. E nem morta que eu tô olhando da mesma forma que aquela lesa olhava. Toda vez que ela te via parecia que estava vendo sorvete, sempre colocando aquela língua para fora....- E eu fiquei gesticulando mostrando a língua em diversos ângulos como uma criança com um sorvete na boca - Aff, ainda bem que ela foi embora. Qualquer dia ela ía tirar a roupa e tentar fazer banana split em você! - Dessa vez, nós dois rimos sem parar por um longo tempo. Foi aí que ele fez o convite, me chamou para ir a uma festa com ele e disse que não aceitava não como resposta. Por fim, eu disse que ía. Ao entrar no meu quarto, uma chuva de pensamentos se arremessaram contra mim, derrubando-me na cama.
- O que foi aquilo? Eu estava flertando com o Ted? Não - falei com toda a força de vontade que possuía. Me levantei e fui direto para o guarda-roupa. Vi muitas roupas, mas nenhuma de fato era atraente para mim. - Meu Deus, eu pensei na palavra atraente? Rose, ele é seu amigo. Amigo, se lembra Rose? Comecei a procurar por algo mais suave, nem tanto básico, nem tanto extravagante. Por fim, escolhi um vestido vermelho que eu nunca havia usado antes. Ele só tinha uma alça e não era consideravelmente curto, mas era totalmente colado no meu corpo. Deixei meus cabelos presos de lado, com meus cachos naturais. Fiz uma maquiagem leve, mas caprichei nos olhos. Quando me olhei no espelho senti uma imensa vontade de trocar de roupa, mudar o penteado e fazer a mesma maquiagem sem graça que eu fazia todo dia. Mas o pensamento de fazer tudo novamente me deixou com preguiça. Foi aí que eu ouvi a campainha tocando, era ele. E já era tarde demais para trocar de roupa. Desci a escada com uma relutância visível. Minha mãe me olhou com aquele ar de adoração, e ao mesmo tempo de preocupação, disse para eu ter cuidado e me deu um beijo de despedida.
Quando eu passei pela porta notei, cedo demais, que Ted era realmente lindo. Nunca havia pensado nele dessa forma, e talvez, isso tenho sido a única coisa tarde por aqui. Meu raciocínio foi cortado pelo "boa noite" que ele me deu.

Tens Direito

A felicidade é algo tão subjetivo, que é quase impossível não vê-la em meio à escuridão. E o vento bate e nos leva. Leva-nos ao convite de algo bem mais que apenas um começo feliz. E é aí que eu percebo que sempre tive o direito de escolha. Que sempre fui uma exceção. Que sempre tive o direito de me diferenciar do mundo. Porque a diferença não está no mundo. Ela não dita pra mim. Eu dito pra ela. E comigo sempre existirá a felicidade. Sabe porquê? Porque eu fiz assim, eu digo assim. E falo agora, a felicidade sou eu na medida da minha liberdade e a liberdade está comigo na medida em que eu dito a minha própria verdade. Isso é ser feliz, mesmo que dentro dela haja a minha loucura particular.

Andarilha

 Talvez eu ande contrariando o tempo. Acordo nos dias e me perco nas horas. Vivo a loucura daqueles dias tão familiares e sombrios. Vivo a realidade da fuga. Escondo-me do mundo e ele se esconde de mim. Mas, agora, quero desafiar todos que se coloquem no meu caminho, até mesmo eu. Desejo muitas coisas e uma delas é ser merecedora de todos os nomes pelos quais já fui chamada algum dia. Quero que todos saibam que sou uma andarilha, seja na loucura de uma vida fora dos limites da realidade, seja nos limites de uma vida sem regras. Então, não venha me dizer o que fazer, não venha me dizer pra ficar. Pois, minha vida é andar, minha vida é me iludir e ao mesmo tempo ter a desilusão dessa ilusão querida. Minha vida é te dizer que sempre existirá outra verdade além da sua. Minha vida é buscar as verdades que há tempos o mundo esqueceu não lembrá-las. Minha vida é minha, ponto final.

domingo, 19 de setembro de 2010

Halfway to the grave

"Não se preocupe, colega. Você pode sair com suas bolas intactas, mas lembre-se, que estava apenas fingindo ser o namorado dela. Não deixe a fantasia chegar a sua cabeça." "Você ouviu isso?" Agora eu beirava a loucura, minha mente em branco brandia o céu. Ok, você venceu! Sua boca se torceu. "Morte a todos os demônios, eu posso conseguir um amém?" Ótimo. "Olha, me desculpe, mas eu fiquei um pouco maluca, quando ela me acusou de... de beber!" "Você não bebe", rebateu ele, não entendendo. "Não!" Eu bati no meu pescoço. "Quero dizer ―beber‖." Timmie olhou completamente confuso, mas o entendimento apareceu na cara de Bones. "Maldito seja", ele disse finalmente. Concordei. "Em poucas palavras." Bones voltou-se para Timmie. "Momento particular, rapaz. Adeus." Não foi o melhor caminho, ele poderia ter sido mais gentil, mas a partir do endurecimento de seus ombros, ele poderia ter sido pior. "Timmie, muito obrigado novamente, verei você de manhã‖, eu falei com outro sorriso. Ele parecia contente de estar indo embora e fez um caminho reto para a saída. No momento que ele estava fora da porta, entretanto, ele enfiou a cabeça para trás "Eu não me importo com estrangeiros. Deus salve a rainha!" Ele gritou, e correu.

J.F.

P.S: Muuuito bom o livro!

Meu ursinho Ted


Ainda deitada na cama - chorando - olhei com rancor para o armário que há 17 anos permanecia do mesmo lado esquerdo da minha cama. Tudo isso porque vi meu ex-ursinho Ted, aquele que se tornou ex porque o seu antigo dono saiu da minha vida. Desde a noite passada que eu chorava. E chorava pelo outro Ted que me deu esse Ted. Ao associar isso senti, de novo, o mundo girar e meus olhos começarem a arder por causa das lágrimas. Não sei de onde veio tanta água e por mais que eu tentasse me concentrar e acabar com elas, isso se tornava impossível. A verdade é a seguinte: Meu melhor amigo de infância, Ted, me deu um urso de presente no meu aniversário de 7 anos, a esse urso dei seu nome. Desde aquele dia nunca mais me separei do urso nem do Ted, ele se tornou meu melhor-amigo-de-infância. O tempo foi passando, os anos foram chegando e quando eu menos esperava, crescemos. Eu tinha muitos sonhos, e ainda os tenho, por isso minha vida se tornou agitada, eu só vivia de estudar. A única pessoa que me manteve sã em relação a isso tudo foi Ted, meu amigo. Como éramos vizinhos, nossos quartos eram tipo "janela-com-janela". Ele sempre jogava pedrinhas na minha janela. E este era o convite perfeito para a fuga da insanidade do mundo das ideias. Ele dizia que um dia eu ficaria doida, se é que eu já não era. Só teve uma coisa que percebi tarde demais, o que eu sentia pelo Ted não era apenas uma amizade profunda de dois guris que se conhecem, digamos que, a sua vida inteira. Era mais que isso, e, o pior, eu descobri da forma mais estúpida possível. Eu me lembrava perfeitamente bem de tudo que se passou ontem... Era uma quinta-feira e eu havia passado o dia inteiro no meu quarto lendo o livro "A mulher do viajante do tempo". Esqueci de dizer que Ted me chama de nerd, só porque continuo estudando mesmo depois de saber que fui aceita na universidade. Eu continuava presa no meu quarto me dedicando ao meu vício por livros. Enfim, por volta das 19:00 h ouvi aquele barulhindo das minhas pedras da salvação e naturalmente, como sempre, corri até a janela para falar com Ted. Só que ao chegar a janela, algo estranho me aconteceu. Foi como se meu coração tivesse tendo uma disritmia e os meus olhos contemplassem a razão da existência de eu ainda respirar. Olhei para aquela pele quente, olhos castanhos profundos, cabelo molhado, aquele cabelo espetado que eu tanto amava e o corpo? Eu já disse que ele estava só de toalha? Foi estranho, eu nunca nesses meus anos de reclusa vida social e amorosa, senti aquilo tão forte, nem mesmo por Dimitri (o gato mais quente do meu ensino médio). Enquanto eu mantinha meu cérebro em outro lugar que não era a cabeça, Ted finalmente falou.

CONTINUA...

sábado, 18 de setembro de 2010

Sentimentos


Quando se está apaixonada, vê-se direto um sorriso faceiro no rosto, brilho no olhar.
 É tão suave e puro. É como o céu se misturar com o mar. De início, agitação, o branco,
 as cores, ou, até mesmo um arco-irís, não sei. Só sei que depois de toda aquela agitação,
 nasce algo dentro de nós. Não uma bravura, mas, uma força, uma razão de se viver
Não uma paixão, mas, um apego que muitas vezes chega a ser amor. Aí você pensa
"Como é complicado fazer tudo na vida!". Mas, o que é complicado, não é a vida, somos nós.
E por mais que façamos e cresçamos e mudemos, sempre permaneceremos os mesmos.
"

Lá fora

Ainda posso sentir, ao longe, os gritos, as marcas, a vida perdida daqueles que foram e não deixaram nada para trás. Deixaram apenas marcas vazias. Marcas que consomem o meu viver, que assombram o meu deitar. Marcas que levaram muito mais de mim, do que eu levei com elas. É engraçada a vida, na realidade, a vida, em si e por si, já é engraçada como um todo. Ela dá voltas e mais voltas, que, no fim, nos deixam tontos como um pião que gira nas mãos de um menino em sua brincadeira. Outra analogia engraçada, comparar Deus com um menino, nós a um pião e a vida, as voltas que esse dá. Mas, fazer o que né? Esse é apenas o mundo das ideias, lá fora, a vida real acontece.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Imprecisão


Adormeça nos meus braços benzinho, prometo que serei tudo o que você sempre quis. Há muito do prazer e da luxúria que não vemos, tudo se faz e tudo é feito no âmbito das quatro paredes. Eu olho para um, para outro, para todos e todos me olham. Tanto faz. Mas, o que importa é: "você é, já fez, gosta?", "não, sim, um pouco...",  DO QUE É MESMO QUE ESTOU FALANDO? Qual é o seu desejo mais oculto? Diga-me a sua fantasia. Posso ser a cobra ou o veneno, posso ser tudo o que quero e tudo o que desejo. O que me impede não é o bem e os bons costumes, na realidade, acho que pode até ser um pouquinho, mas, não quero isso, não sou isso e pra falar a verdade, torno tudo ridículo ao ver. Sou o leão e a bravura, sou a determinação e a loucura, tenho todos os predicados e torno todos nenhum. Gelo que esquenta, fogo que apaga. Gaivota que voa no térreo do alto mar. Não sei qual foi minha intenção ao escrever esse texto, só sei que o escrevi. E por mais que eu tenha sentido uma vontade imensa de apagá-lo, não apagarei. Quero que fique guardado para sempre nas minhas memórias.

A Origem

Pediram pra eu comentar, então, vou comentar...Bem, primeiro gostaria de dizer que esse filme teve ótimas críticas. Na realidade, foi esse fator que me fez querer assisti-lo. Porém, infelizmente, costumo assistir filmes no filmesmegavideo.net e esses dias não tive muito tempo, muito menos paciência e além do mais, estava sem internet. Então, vou apenas citar a sinopse do filme e algumas críticas exteriores a mim.

A ORIGEM - Inception. 
Direção: Christopher Nolan. 
Gênero: Ação ( 148 min.)
Censura: 14 anos. 
Cotação: Excelente

Christopher Nolan é hoje a melhor prova de que existe vida inteligente em Hollywood. Mais do que David Lynch em Império dos Sonhos, ele investiga o universo da mente em A Origem. O filme é sobre um ladrão de sonhos contratado para plantar uma ideia no inconsciente de um homem. Só nesse conceito já está impressa uma reflexão sobre o que é o cinema. Não se trata de construir sonhos, de plantar ideias no imaginário do espectador?

Cinéfilo de carteirinha lembra-se da cena de Cavaleiro das Trevas em que Batman e o Curinga ficam invertidos, mas Nolan filma de um jeito como se estivessem frente a frente, naquele andaime. O diretor já vinha invertendo códigos desde Amnésia, onde contou sua história de trás para a frente, e Insônia, onde transformou em pura luz a natureza sombria do filme noir. Batman e o Curinga invertidos podiam ser figuras emprestadas às pesquisas visuais de M.C. Escher. O artista voltas agora na arquitetura dos sonhos de A Origem. Para roubar uma ideia é preciso fazer uma pessoa sonhar com ela. O sonho tem de ser cuidadosamente planejado e executado. Exige um arquiteto e um conjunto de profissionais para colocar o processo em marcha.

Grupal. Roubar sonhos não é uma atividade solitária, mas de grupo. Leonardo DiCaprio pode ser o chamariz de elenco de A Origem, mas a dramaturgia do filme refere-se ao grupo. Os sonhos de DiCaprio têm até uma mulher fatal, interpretada por Marion Cotillard. Ela morreu, mas vive invadindo os sonhos do ex-marido. Ele quer manter os momentos que tiveram no passado, mas Marion transforma-se num vírus perigoso, que o impede de reencontrar os filhos. A Origem é, no limite, uma ficção científica, mas, como diz Nolan, o que importa não é a ciência, mas o humano. Compare com James Cameron e a imensa revolução tecnológica de Avatar. A Origem tem 400 planos digitalizados contra os cerca de 2 mil que Nolan afirma serem normais numa produção deste porte.

Como o velho protagonista de O Mensageiro do Amor, de Joseph Losey, DiCaprio precisa se libertar da influência da flor mortal representada por Marion, mas permanece uma dúvida, um twist final. O desfecho é real ou sonhado?

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,a-origem-um-filme-complexo-e-fascinante,590895,0.htm

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Estações


Os dias vem e passam, tudo passa.
Aí vem as estações e com elas, nossas similaridades. 
Tudo muda, tudo evolui e, enfim, amadurecemos.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Coração

Coração bate, vende, vai.
Coração inventa, cria, desfaz.
Coração pinta, penteia, refaz.
Coração vive, pulsa.
Coração pára.

Rapidinhoo

Gente...Rapidinho...Só  um pequeno recado!
Coisas inusitadas estão acontecendo comigo!
Estou em casa, passando esse pequeno feriadão...
Tô sem net, impossibilitada de escrever para o Blog...
E ainda só tenho 2 minutos para terminar de escrever isso...
Então, dado o recado, tchauzinho e até segunda-feira!!
Beijoos

P.S: Prometo compensar a falta.
P.S  2:  É claro, depois que eu terminar de estudar para as minhas provas! hehehe

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Solitária

Porque de tudo que eu vi, vivi e vou viver. Sinto e me permito sentir esse mesmo vazio que toma conta da minha vida. Tristeza que bate, sim. Certezas que vem, não. E continua esse impasse de adivinhação. Será que o “eu” anda em meio a defeitos? Ou o problema é você? De todas as coisas que sei e de todas as coisas que eu poderia saber, trocaria tudo isso por uma amizade pura e sincera, sem apegos ou apelos emocionais. Só a razão, mesmo que ela sobreponha a própria sanidade. Ou a fé, que tem sua própria razão e alcança através dela a contradição de todos esses fatores racionais. A felicidade é totalmente relativa, e a verdade absolutamente contradizente. Você está certa, eu errada, mas, quem realmente é a dona da verdade? Ninguém. Então, fico no meu mundinho solitário. Guardo minhas palavras inúteis. Armazeno minhas mágoas e sofro com minha dor sozinha, novamente. Você me entende? Não?!? Nem eu!

Pensar

Aquilo que não seja eterno, torna-se temporariamente feliz.
Assim como os sentimentos. 
Só alguns continuam, outros, nem mesmo dão frutos.