sábado, 28 de dezembro de 2013

Utopia?!

As cartas estão na mesa... Conseguiria enxergá-las à quilômetros! Elas estão por toda parte, espalhadas de todas as maneiras possíveis, à espera que alguém desvende o segredo por trás de cada uma. O que há no coração de uma mulher? O que acontece nas entrelinhas de tudo o que forma o ser humano? Desejo, ambição, paixão, inveja, saudade, arrependimento, pecado, satisfação, medo, tristeza, felicidade? Qual o peso de cada uma dessas coisas na balança da vida? São cartas, ou seja, todas são movidas pelas probabilidades e incertezas apresentadas. Será que dá para calcular as chances de um coração partido ou de um fracasso? E o que você me fala da morte? Por que "A" tem êxito e "B" não? São coisas engraçadas, sabe, sentimentos, é sobre isso que falo. As cartas são apenas metáforas que a experiência nos impõe, enquanto nossas escolhas ocupam um lugar já empregado, isto é, cheio por todos os resultados futuramente e, salienta-se, anteriormente definidos. Como entender os "que's" e "por que's" da vida? É difícil tentar compreender o sistema utilizado para a distribuição de sucesso ou felicidade ou sei lá... qualquer coisa, afinal, todo sistema é meio corrupto, meio utópico.

domingo, 10 de novembro de 2013

Desire


Te querer... É isso... Te quero! Quero assim como o trepidar do meu corpo ou o pulsar do meu coração ou a aceleração da minha respiração com a tua proximidade. Quero mais, quero menos, quero pouco ou muito, quero tudo, quero nada. Quero com as inconstâncias do meu querer ou com as certezas das minhas crenças. Quero do tipo "avião sem asa, fogueira sem brasa", "eu e você" ou "você e eu". Quero só por querer ou realmente por querer te ter. Quero você. "Wolen", "desire", "vouloir", "volonté", querer (sem querer).

Sentimentos controvertidos


"O tempo, com sua capacidade de confundir os sentidos humanos, deixa na gente o desejo do passado e a esperança de um futuro lento, eficaz e, se der, melhor. Basta lembrar que esse sentimento, no momento da utopia, é incomparável com o passado vivido; mas estes sentimentos, escravos e amantes do tempo, compõem o pulsar das nossas vidas." (?)

Amor cênico


Ou o espetáculo está começando ou já acabou. Os ingressos foram vendidos, as apostas lançadas, o palco montado, os atores preparados, o roteiro acabado e o show começou.

No mundo teatral, muitos são os detalhes que devem ser observados, desde uma simples projeção de luz à entonação ou construção vocal do artista ante o público. Cada expressão, por mínima que seja, é interpretada pelo público, com ou não aceitação, desde uma visão sobreposta da própria realidade vivida ou representada pelo ator. Controlar a veia artística que há dentro de cada expectador, nesse momento, chega a ser difícil, afinal, faz quem quer, todavia, acha quem pode. E são os "achismos" que compõem esse momento do espetáculo, o ser ou dever ser dos fatos e sentimentos apresentados em cena. E são nesses casos que o sentimento fala mais alto, comove, contraria, pressiona, liberta ou aprisiona. 

Estar no palco é viver cativo a uma realidade paralela, falsa, mas, igualmente real, muitas vezes mais verdadeira e forte que o próprio universo físico e material. E você se conecta, mesmo que por um breve instante, a tudo aquilo que ali é contracenado; escolhe os mocinhos, os vilões, traça diretrizes para o futuro dos personagens, cria laços. No entanto, o enredo se desenvolve e chega a hora de por à prova o destino dos personagens. Apresentando-se, assim, a dúvida e a certeza daquilo que pode ou não acontecer. E é quando as cortinas se fecham, as luzes se acedem, a plateia aplaude, os atores cumprimentam o público e este último, extasiado, demora a entender que tudo não passou de um espetáculo. Limpa dos olhos as lágrimas e aplaude a maestria de toda uma equipe que se esforçou por tornar aquele momento especial. O único problema, depois disso, é diferenciar as partes reais das inventadas ou, ainda, ter coragem suficiente para ir atrás da verdade real por trás de toda a encenação.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Meias palavras

Eu tenho tanto a te dizer, tanto a te mostrar... porém não sei como, como poderia abrir meu coração assim de uma hora para outra?! Guardei por tanto tempo essas palavras, gestos, medos, decepção, desejo, paixão, que não sei como lidar com tudo isso de uma só vez. Sinto há tempos essa coisa bem no fundo do meu ser, mas de onde vem? Por que é tão forte? Ou será que eu sou a fraca? Então, vou simplesmente dizer... acho que gosto de você! Quero dizer, tipo, gosto de verdade. Gostei de você desde a primeira vez em que te vi. Gostei de você antes de saber quem eras. Gostei de você enquanto a gente estava longe... e gostei ainda mais quando a gente ficou perto. Gostei de você quando foi um idiota total e me tratou mal, mesmo que eu tenha ficado com muita raiva na hora. Gostei de você quando me deu aquele primeiro abraço... e gostei muito mais quando segurou minha mão e olhou em meus olhos. Gosto e gostei de você em todas as conversas de 1000 h horas que tivemos, principalmente àquelas de madrugada. Gostei de você nos momentos mais estranhos e mais loucos, mesmo quando a única louca era eu e esse sentimento dentro de mim.

domingo, 11 de agosto de 2013

Pai

O dia já está quase terminando, o sol já se pôs e logo logo a lua fará sua saída teatral. Os segundos, minutos e horas não passaram de meros coadjuvantes nesse dia apertado de emoções. O coração pulsa, mas de certa forma sem batimentos, pois todos chegaram extintos na garganta. O ar foi congelado e imprensado nos pulmões, o olhar esquecido e o pensamento vidrado em "lembranças" do passado. Sentimento estranho esse, do qual não tenho palavras para discorrer, muito menos lágrimas para derramar. No entanto, vez ou outra me pego com os olhos cheios de algo, algo que não poderiam ser lágrimas, pois nunca deixam meus olhos nem meu coração. E é uma dor alucinante essa, que não há anestesia que cure, nem risada que repare. O tempo passa, vira anos, décadas, mas ainda assim esse "passageiro obscuro" permanece bem escondidinho dentro do peito, num cantinho escuro e deserto, esperando o momento certo para agir. Não é fácil colocar num pedaço de papel tudo o que penso em te dizer, porém essa é mais uma tentativa de superação, ou de esquecimento, uma forma frustrada de tentar prosseguir sem pensar em como teria sido diferente se você não tivesse partido. E por mais que a dor inunda os meus pensamentos e o meu ser, quero dizer que fostes para mim como um raio de sol, que iluminou os meus dias com os teus pedidos, carinhos e palavras, ensinou-me coisas que o meu "eu" não consegue lembrar, mas que o meu "tu" insiste em viver. É complicado falar de um alguém que não conheci, pelo menos por uns bons 17 anos; complicado falar de um alguém que partiu e deixou um buraco enorme no meu coração e na minha vida; complicado falar de um alguém que deveria ter sido a pessoa mais importante do meu crescimento, mas que foi embora sem despedidas ou antecipação, apenas foi, ponto final.

sábado, 8 de junho de 2013

Palavras

Logo após o almoço, estava eu a ler um livro quando de repente me veio a vontade de dar uma olhada no facebook. E logo como uma das primeiras postagens na minha página inicial estava um vídeo de uma música cujas palavras mais cantadas (para o meu e, certamente, seu horror) eram “aponta pras puta”. É feio falar, escrever ou até mesmo pensar especificamente na última palavra da construção (e, sinceramente, espero que você também seja partidário desse pensamento). Muitos já me chamaram de “inocente” e até mesmo “imatura”, mas este tipo de comportamento não tem nada a ver com maturidade. Essa música só prova que embora estejamos no século XXI ainda há muitos neandertais andado por aí, isto é, o homem pode ou não ter vindo dos macacos, mas lhe asseguro que ele está caminhando para isso. No entanto, comprova também que quanto mais o homem (como criatura) se afasta de Deus (seu criador), ele se perde dentro de sua própria mente. E contrariando o pensamento de Rousseau ao dizer que “o homem nasce puro e a sociedade o corrompe”, afirmo que “o homem é mau por natureza”, assim como já afirmava Maquiavel. E asseguro a você, querido leitor, que tudo isso faz parte de um ciclo vicioso chamado “sociedade”. Entenda, não estou dizendo que a sociedade corrompe o homem, e sim, que assim como o direito está para a sociedade, a sociedade está para o homem, afinal, a premissa de todas essas coisas é ele. Você certamente já deve ter ouvido falar da segunda lei de Newton: “ação e reação”, pois bem, é exatamente disso que estou falando. Agora você me pergunta: “e o que isso tem a ver com a tal música?”. Respondo-te: boa parte das mulheres tem agido como tais. Agora você deve estar achando que sou machista?! Achei ridícula a música, de extremo mau gosto e de péssima qualidade, mas ela é apenas uma dentre milhares que ofendem a imagem das mulheres, que desprezam a mãe, a irmã, a avó, a namorada, a prima, a vizinha, a amiga, dentre tantas outras. Mas sabe o que realmente acontece? No final do dia tudo é considerado normal para boa parte dessas mesmas, é quase como um "bom dia". O que não difere em nada de algumas mulheres do Oriente Médio, que embora apanhem e sejam tratadas unicamente como objetos sexuais e de reprodução por seus maridos, de certa forma ainda estão enraizadas na cultura do seu povo, do seu país, da sua religião. E isso não foi uma crítica, sabe-se lá Deus o que essas mulheres sofrem. Mas, na verdade, quero unicamente falar do poder que a “sociedade” tem sobre os indivíduos que a compõe, isto é, todas as culturas invertidas que existem hoje no mercado. A bíblia diz que a boca fala do que o coração está cheio, então, concluímos que o ser humano está perdido dentro da maldade do seu próprio coração. E quem poderá salvá-lo? Deus!

domingo, 12 de maio de 2013

Cru!

Qual será o problema comigo? É quase como se de repente eu me perdesse dentro da minha própria pespectiva de futuro! Como se minha mente tivesse tomado outro rumo e meus pés desviado de tudo aquilo que eu pensei em trilhar, construir, viver. Meu coração aperta, bem dentro do peito, e eu perco o fôlego, a gravidade (única coisa capaz de me manter presa ao chão), perco a visão, a voz, o foco... me perco! E vou me perdendo, devagar, aos poucos, diligentemente, como se isso fosse o certo, como se nada mais além disso importasse. Talvez eu esteja trocando de pele, de alma, de vida! Metamorfose, transformação, ecdise, escolha o nome, só sei que assim como cobras ou boborletas estou deixando tudo para trás, meu casulo, minha prisão, as aparências! Será que é essa a sensação da liberdade? Solidão!?

sábado, 11 de maio de 2013

Saudade?!

Às vezes a gente acha que o passado ficou lá para atrás, que os problemas acabaram, as complicações cessaram, as dúvidas foram embora... mas será mesmo? Será que uma decisão tão bem pensada, certa, clara, perfeita para acabar com todos os seus infortúnios, pode de uma hora para outra se virar contra você? Te mostrar que os teus medos eram outros e que tudo não passou de, sei lá, uma fuga para um futuro aparente?! Será que dá para anular, revogar, apagar, declarar nulo, imperfeito, incoveniente ou inoportuno? Tem como dar alguns passos para futuro e descobrir se realmente era o certo, o correto, o que realmente seu coração queria? E que tal se todas as memórias e sentimentos e pensamentos fossem palpáveis? E se você pudesse apagar todos eles? E se você pudesse jogar tudo isso fora e seguir em frente, sem olhar para trás? Isso realmente é o que queres, ou só achas que o quer? Só quero que, por ora, tudo isso se mantenha longe dos meus pensamentos, longe de mim, do meu coração e de tudo o que é meu!

quinta-feira, 7 de março de 2013

The heart

Qual o problema do amor? Por que será que às vezes ele tem que ser tão egoísta  Roubando pedaços da alma, destroçando corações, acabando com sonhos, destruindo futuros. A gente cansa de usar sempre um band-aid no peito! Isso é o fim? Está na hora de começar do zero? Talvez se eu cortasse o cabelo, pintasse ele, fizesse uma boa maquiagem, comprasse roupas novas, me mudasse para um lugar mais "cool", conhecesse gente nova, talvez... talvez se eu fizesse isso eu seria uma outra pessoa, uma pessoa desprovida de coração. É disso que preciso! Mas, quem liga para a "droga" desse coração ou para o que ele quer? Ele vive boicotando todo e qualquer plano de sanidade que façamos, cuspindo em nossos faces, rasgando nosso corpo pela metade, jogando nosso orgulho e amor-próprio pela vidraça. Quem liga para o amor ou para sentimentos? Viver sofrendo já não é sentimento demais para uma só vida. Entenda, não estou dizendo que amar e ser amado é ruim. Estou dizendo que é uma droga quando isso se torna unilateral, quando você tem alimentado esse "vampiro" com seu próprio sangue e esforço. É bom amar! No entanto, quando o amor é saudável, quando tudo o que importa é o toque, o som, é o estar perto, segurar um ao outro como se não existisse nada mais a agarrar. Sem forças, resistência, barreiras ou limitações, livre, solto, grande, profundo, verdadeiro... isso é eternidade, isso sim é amor! Não essa porcaria "genérica" que estão vendendo nas ruas!