domingo, 31 de maio de 2015

Te define. Nos define.

Por que isso define... 
Define o que se passa dentro do meu outro eu. 
Define a cor dos meus pensamentos, a consistência das minhas ideais, a volatilidade dos meus desejos, a vontade dos meus anseios. 
Realmente, define. 
Define o vazio no meu peito, o aperto na garganta, a rouquidão da alma, a intrepidez das loucuras ou as loucuras das memórias. 
É, define. 
Define a saudade que eu sinto, a constância das lembranças, a insistência tola dos sonhos, a inocência maculada do meu coração. 
E não é questão apenas de definir, mas de sentir, viver, crer, ver, amar, brincar, desejar como nunca alguém antes assim sentiu, viveu, creu, viu, amou, brincou, desejou... Alguém que nem uma vez sequer foi seu. 
E o que falta em raizes, sobra em quintal.

E foi assim...

Sabe, eu odeio, odeio, odeio conversar com você. Odeio a sensação que me acompanha horas, dias, semanas, meses, após conversar uma única vez contigo. Sabe aquela sensação presa na boca do estômago? Aquela sensação que nos acompanha após o término de uma prova até a saída do resultado? Sim, aquela sensação de enjoo na cara depois de perder a única dignidade que tinha. Esse é o sentimento que fica em mim, após ouvir tuas ideias e compartilhar teus desejos. Ou seriam os meus? A sanidade se perde enquanto as horas se esvaem. Conversar uma hora, um dia, nunca foi nem nunca será o bastante para mim. Será que você ainda não entendeu? Será que ainda não perdebeu que me tira a razão? Ainda não se deu conta que sou louca por você, que faria qualquer coisa para estar ao teu lado, para dividir teus sonhos, anseios, medos, defeitos e imperfeições? Será que é tão estúpido que não sabe que a minha loucura combina com a tua, que o teu sorriso faz par com o meu ou que nossos corpos foram feitos para se entenderem? Meu abraço se encaixa no teu, meu coração se perdeu em você. Será que sou tão tola por acreditar em nós? Acreditar em contos de fadas e finais felizes? Só me resta seguir em frente. Deixar que o tempo feche as feridas e que a fé apazigue o coração. Eu poderia fazer tantas coisas, viver tantas coisas, querer tantas coisas... Mas fui me apaixonar logo por você. Por. Você. Ainda tento compreender o que se passa neste coração masoquista, que insiste em amar por utopia, sonhar por tabela e se interessar por genéricos. Ai do meu coração, louco, insensato, arredio e mandão. Assim, fico entre dois tiranos, senão três: você, esse sentimento no peito e a saudade. Saudade de uma coisa que nunca foi minha, mas que poderia muito bem ser... Em outro tempo, outra época, outra dimensão.