domingo, 27 de julho de 2014

Let's be friends?!


Por algum tempo eu realmente pensei que você sentia algo por mim. Pensei que de alguma maneira muito louca você nutria sentimentos por minha pessoa, que eu havia te cativado. Contudo, me enganei! E, infelizmente, descobri da pior forma. Te entreguei meu coração, te doei o meu amor, depositei em você minhas expectativas, arrisquei de um jeito que nunca havia me permitido, apostei todas as fichas, sonhei acordada, confiei nos mais inacreditáveis sentimentos, me joguei de cabeça... me arrependi?! O arrependimento muitas vezes é a maior desculpa e mentira que optamos. É a saída mais fácil, sem outras complicações. Todavia, no que concerne à vida, nada é nem vem fácil. Todas as escolhas que fazemos, todas as atitudes que tomamos, todas as palavras, omissões e sentimentos que vivenciamos são produtos de tudo o que nos torna quem somos. Algumas vezes, o peso de todas elas ferirão nossas costas, machucarão nossos ouvidos, destroçarão nossos corações, atingirão nossos mais profundos anseios e apagarão algumas luzes de esperança. Não se trata de palavras bonitas, nem de sentimentos melosos, muito menos de pessoas perfeitas, na maioria das vezes, o que de fato precisamos é sentir... Sentir a brisa fria do inverno arrepiando nossa pele. Sentir o poder que um simples abraço transmite ao nos aquecer o coração. Sentir o pulsar do corpo ao ver a pessoa amada. Sentir a maresia nos cabelos. Sentir necessidade e saciá-la. Sentir a dor nos cortar ao meio. Sentir lágrimas nos olhos depois de uma risada gostosa. Sentir pela manhã os raios de sol queimando a pele. Sentir qualquer coisa que seja, mesmo que isso não nos leve a lugar algum.

À deriva

Se for para cair, caia com estilo. Se for para lutar, lute até não ter mais forças. Se for para arriscar, arrisque no impossível. Se para sorrir, não tenha medo do riso rasgado. Se for para chorar, não se receie do que os outros pensarão. Se for para sofrer, sofra pelas coisas que não fez, de modo que da próxima vez não pense duas vezes antes de fazê-las. Se for para amar, nunca aceite menos daquilo que você acredita ser o melhor. Se for para se jogar, que seja de cabeça. Se for para rasgar, que não seja o verbo, mas, sim, o coração. Não tenha medo de acreditar em contos de fadas, a ficção, na maioria das vezes, é o maior incentivo que você receberá. A coragem, mesmo tardia, é a melhor aliada para se ter por perto. O arrependimento, muitas vezes pungente, é o instrumento necessário para superar as fraquezas. Na maioria das situações, tudo na vida se resumirá em confiança, seja num relacionamento, numa prova ou no trabalho, você tem que ter fé, em você e nos outros. Viver nem sempre é fácil, existir é facílimo, sobreviver é o que a maioria faz. Não importa o tamanho do problema, nem a quantidade de não’s e portas na cara, o que no fim fará extrema diferença, na sua trajetória, será a posição ocupada por você durante todo o percurso. Não adianta chorar pelo que passou, pelo amor que não vingou, pelas vitórias que não chegaram, pelos que’s e porque’s existências que tanto rodeiam sua mente, a vida é como um rio que segue seu curso, como vento que vem e que passa, como a linha usada por um alfaiate, sensível ao corte do tempo, nada é certo e, absolutamente, tudo é incerto. Não adianta se usar como bote salva-vidas, na hora do arrocho, toda ajuda é necessária ... E, certas vezes, ela surge de onde você nunca imaginou! Amar é bom, se apaixonar melhor ainda, desejar e ser atraída por alguém é algo insanamente tentador, todavia, nunca confie inteiramente no seu coração, ele pode ser meu melhor amigo ou pior inimigo, vai depender de suas inclinações, afinal, ele é como um adolescente em plena puberdade. Mas, no fim, o que de fato importará será a marca que você deixará no mundo, qual seja: as pessoas que amou, os risos que deu, as aventuras que viveu, as lições que ensinou, as ideias que transmitiu, os sentimentos que extravasou, as loucuras que cometeu, as barreiras que superou, a fé que não falou, mas que viveu. E é isso o que quero, é isso o que almejo, é exatamente a isso que me agarro: a certeza de que a minha fé pode me levar além de tudo aquilo que jamais imaginei.