domingo, 19 de setembro de 2010

Meu ursinho Ted


Ainda deitada na cama - chorando - olhei com rancor para o armário que há 17 anos permanecia do mesmo lado esquerdo da minha cama. Tudo isso porque vi meu ex-ursinho Ted, aquele que se tornou ex porque o seu antigo dono saiu da minha vida. Desde a noite passada que eu chorava. E chorava pelo outro Ted que me deu esse Ted. Ao associar isso senti, de novo, o mundo girar e meus olhos começarem a arder por causa das lágrimas. Não sei de onde veio tanta água e por mais que eu tentasse me concentrar e acabar com elas, isso se tornava impossível. A verdade é a seguinte: Meu melhor amigo de infância, Ted, me deu um urso de presente no meu aniversário de 7 anos, a esse urso dei seu nome. Desde aquele dia nunca mais me separei do urso nem do Ted, ele se tornou meu melhor-amigo-de-infância. O tempo foi passando, os anos foram chegando e quando eu menos esperava, crescemos. Eu tinha muitos sonhos, e ainda os tenho, por isso minha vida se tornou agitada, eu só vivia de estudar. A única pessoa que me manteve sã em relação a isso tudo foi Ted, meu amigo. Como éramos vizinhos, nossos quartos eram tipo "janela-com-janela". Ele sempre jogava pedrinhas na minha janela. E este era o convite perfeito para a fuga da insanidade do mundo das ideias. Ele dizia que um dia eu ficaria doida, se é que eu já não era. Só teve uma coisa que percebi tarde demais, o que eu sentia pelo Ted não era apenas uma amizade profunda de dois guris que se conhecem, digamos que, a sua vida inteira. Era mais que isso, e, o pior, eu descobri da forma mais estúpida possível. Eu me lembrava perfeitamente bem de tudo que se passou ontem... Era uma quinta-feira e eu havia passado o dia inteiro no meu quarto lendo o livro "A mulher do viajante do tempo". Esqueci de dizer que Ted me chama de nerd, só porque continuo estudando mesmo depois de saber que fui aceita na universidade. Eu continuava presa no meu quarto me dedicando ao meu vício por livros. Enfim, por volta das 19:00 h ouvi aquele barulhindo das minhas pedras da salvação e naturalmente, como sempre, corri até a janela para falar com Ted. Só que ao chegar a janela, algo estranho me aconteceu. Foi como se meu coração tivesse tendo uma disritmia e os meus olhos contemplassem a razão da existência de eu ainda respirar. Olhei para aquela pele quente, olhos castanhos profundos, cabelo molhado, aquele cabelo espetado que eu tanto amava e o corpo? Eu já disse que ele estava só de toalha? Foi estranho, eu nunca nesses meus anos de reclusa vida social e amorosa, senti aquilo tão forte, nem mesmo por Dimitri (o gato mais quente do meu ensino médio). Enquanto eu mantinha meu cérebro em outro lugar que não era a cabeça, Ted finalmente falou.

CONTINUA...

2 comentários:

Marielinds disse...

continuuua *-*

Victoria disse...

Quando vai continuar /*-*