quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Meu ursinho Ted 4

CONTINUAÇÃO

E é aqui o meu ponto. Eu estou chorando porque acho que fiz besteira. Estou chorando porque ele não falou nada. Estou chorando porque...Porque eu não sei mais de nada na minha vida. Ontem, eu tinha um melhor amigo, um urso que eu amava e minha vida estava absolutamente normal. Hoje, eu não tenho certeza de nada. Foi aí que eu ouvi aquele antigo barulhinho, que não era tão antigo assim e que antes costumava ser o meu passaporte para a sanidade. Eu não sabia o que fazer, não era nem mesmo 6 horas da manhã... Abrir, não abrir, eis a questão. Corri - mas não uma corrida rápida - e o vi na janela, lindo como sempre.
- Oi - ele disse.
- Oi. E aí, qual é a boa?
- Er...A questão é a seguinte me diga o que aconteceu entre nós.
- Eu o que? Você quer que eu diga o quê? Que eu explique o quê?
- O que aconteceu entre NÓS.
- Agora você quer jogar a responsabilidade sob as minhas costas, é? Eu não sou abrigada a fazer ou dizer nada. Se você tá arrependido pelo que fez, não venha querer jogar a culpa em cima de mim.
- Seus olhos estão vermelhos? Você andou chorando?
- Não - engoli totalmente o último resíduo de choro que poderia existir dentro de mim. Mas eu ainda sentia que a qualquer momento explodiria de novo - Fale logo tudo o que você quer falar e me deixe em paz.
- Rose, você sabe que eu gosto de você. Eu sempre gostei. Eu só não sei se você sente o mesmo por mim.
- Se você já acabou pode ir embora.
- Rose, quero te fazer uma proposta...
Fiquei em silêncio. E num movimento rápido ele pulou para dentro do meu quarto. ISSO, pegou-me desprevenida. Quer dizer, é claro que ele já tinha feito antes, mas não daquele jeito. Ele foi até a porta e a trancou. Depois me mandou sentar para conversar. Eu sentei na cama e ele também - um gesto tão antigo, mas que para mim era totalmente novo. Ele olhou para mim com aqueles olhos castanhos escuro que eu tanto amava e disse o seguinte: "Rose, eu sei que nós sempre fomos amigos. Você me conhece, eu te conheço. Porém, digamos que eu só percebi você como realmente eu sempre quis ontem. Então, eu sei que é precipitado e sei que talvez você ache que é loucura, mas também sei que daqui em diante não será mais o mesmo. Então, vou logo a proposta: Quer namorar comigo?"
Eu o olhei com uma certa incredulidade. Tudo bem que eu sempre o achei lindo de morrer. Eu também já tinha sentido ciúmes dele antes. Mas eu realmente não sabia o que fazer. Ninguém nunca tinha me pedido em namoro antes. Eu o olhei, mas não encontrei resposta. Ele entendeu isso como uma negativa, então se levantou e disse que entendia, disse para eu não me preocupar mais, esquecer. E quando ele estava prestes a sair pela janela, eu disse: "Ted..." - ele olhou para mim com esperança ainda no olhar - "não é que eu não goste de você, porque eu realmente gosto. Mas tudo aconteceu tão rápido, eu não esperava que fosse assim". Ele se aproximou e disse: "Você quer dizer que também gosta de mim? Mais que um amigo?". "Sim", - foi minha resposta - "mas...". "Era tudo que eu precisava ouvir..." - essas foram as suas últimas palavras antes de me arrastar para cama e recomeçar a me beijar de onde paramos na noite anterior. "Peraí..." - ele disse - "cadê o Ted?". "Hmmm, er..." (CONTINUA)

FIM.

3 comentários:

Marielinds disse...

liindo *-*

Marina disse...

So li o conto porque meu cachorro chama Teddy.
E não é que eu adorei? Nossa ficou muitoo lindo. Bem que eu queria ter uma amigo/namorado desde a infância.

Ingrid-Dumont disse...

Eu ameihh o conto. Eh lindoh, estou super ansiosa para ver a continuacao..