terça-feira, 21 de setembro de 2010

Meu ursinho Ted 3

CONTINUAÇÃO

- Er...Boa noite. - Minhas bochechas queimaram sob a minha face - Cadê o carro?
- Hmmm... Você está pronta para matar hoje, não? - ironia transparecendo pelo seu tom de voz.
- Hahaha, engraçadinho. Quer dizer que eu não posso me arrumar da forma que eu quero?
- Eu diria que você está paquerando com alguém.
- Eu, paquerando!? Com quem? Você tá ficando é doido.
- Doido eu estaria ficando se eu fosse você, além do mais, eu te conheço... Você nunca saiu assim antes.
- Vamos parar com essa baboseira e vamos logo para o carro - Falei entre os dentes.
- Caaaaalma. Você sabe que eu só estou tirando onda. Eu só queria dizer que você está realmente bonita hoje.
Novamente meu rosto ficou escarlate. Foi aí que ele abriu a porta do bagageiro para mim dizendo: "Senhorita, queira entrar no meu humilde carro." Eu comecei a rir, foi inevitável.
- Idiota!
Seguimos quase em silêncio para a festa na casa Joe. Ao chegar lá ele estacionou o carro e passou algumas instruções. Disse que eu deveria tomar cuidado, tentar me divertir um pouco e evitar loucuras. Dessa última parte eu ri. Não era a primeira vez que eu ía pra uma festa com ele, e todas as outras vezes, ele é que fazia loucuras. Enfim, entramos e tudo se tornou bastante tenso para mim. Começamos a girar na pista de dança como sempre fazíamos. O melhor da minha relação com Ted é que ele me entende, eu o entendo e nós nos respeitamos. Mas, dessa vez vi um lampejo de algo diferente no seu olhar para mim. Da mesma forma, eu também o olhava de forma diferente. As músicas foram passando e a bebida em nossos copos começou a secar. As horas também passaram. Encontramos alguns amigos em comum, mas passamos a festa inteira juntos, conversando, dançando, brincando. Curtimos bastante a festa. Quando já era perto das 2 da manhã ele me chamou para ir embora. Entramos no carro e eu senti um clima bastante pesado entre nós. Não um clima de discussão, briga, nada disso, um clima diferente. Foi aí que aconteceu, ele veio em minha direção e simplesmente me beijou. De início os nossos lábios se tocaram de forma doce e suave. Depois, eles ganharam uma urgência incrível. Sua língua acariciou minha boca, eu acariciei a dele Foi aí que ele começou a suga-la de uma forma quase que erótica. Eu deixei e eu também fiz. Passei as mãos pelos seus cabelos e puxei a sua cabeça mais para perto. Ele - em resposta a isso - me puxou para o seu colo e começou a cobrir meu pescoço de beijos, deslizou as mãos pelas minhas costas e alcançou os meus quadris, puxando-me mais para perto - arfei. Nunca fui beijada assim, nem tocada assim. Comecei a sentir o fogo, um fogo que me consumia por completo, roubando a minha razão. Ele começou a dar mordidas ao longo do meu pescoço e eu, enfiei as minhas unhas nas suas costas. Foi aí que ele tirou a alça do meu vestido e começou a beijar os meus ombros, deslizando a sua língua em direção aos meus seios. Aí, eu parei. Parei de beijar, parei de me mexer e mandei ele parar. Ele olhou para mim e eu vi o lampejo de desejo no seu rosto, um olhar de "não faça isso comigo!".
- Não podemos fazer isso - frisei bastante a última palavra saindo de cima dele. Ele não fez menção em me parar. Muito menos fez menção alguma. Apenas ligou o carro e me levou para casa. Não disse uma só palavra no caminho. Ele estacionou o carro e eu nem ao menos deixei ele falar alguma coisa. Saí correndo em direção à minha casa.



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