segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Escolhas

O coração bate na porta do corpo. Bate, pulsa, bate, pulsa, bate, pulsa...eu suo. A ansiedade corroí meus neurônios. Os pensamentos flagelam meu corpo. E o coração continua batendo e pedindo pra fugir desse corpo. Pedindo pra fugir dessa alma que ainda me prende nesse mundo de antipatias. Os ponteiros dos relógios não passam, os dias que eu conto não valem, os meses que eu vivo não existem. Continuo esperando a hora em que, de novo, irei ver ele, depois de tantas noites mal dormidas e dias arrastados. Poderei ver seus olhos negros, e tentar, mais uma vez, inutilmente, desvendar o mistério por trás deles. Vejo que agora só faltam dez minutos para o tal encontro. Me desespero. Corro para o banheiro, lavo o rosto e refaço toda a maquiagem. Conservo os cachos que estão soltos no meu coque e olho pra o relógio: Está na hora. Saio do banheiro e vejo ele. Coração acelera, pensamento voa e o corpo pára, faço menção de chamar o seu nome...Mas, quando me dou conta, já estou entrando em casa, e aquilo que eu vivi a pouco, não passou de um sonho perdido ou melhor, esquecido.

Moral da História: O que queremos nem sempre é o que realmente merecemos. Não devemos nos limitar ao insucesso dos outros. Chega uma hora que temos que seguir em frente. Temos que partir. Arriscar. Então, se queres alguma coisa, corre atrás.

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