segunda-feira, 12 de julho de 2010

Saudade

Tenho pensado muito ultimamente. Pensado em coisas que nunca pensei.  Pensado em coisas que nunca terei. Pensado em coisas que me fazem bem.
Tenho chorado pouco ultimamente. Chorado por coisas que valham a pena. Chorado por coisas que marcam o meu ser. E não chorando por coisas que matem o meu eu.
Tenho sonhado muito ultimamente. Sonhos felizes e coloridos. Neles, encontro a paz que me faltava. Encontro o homem que tanto amava. Viajo no tempo sem voltar.
Tenho sorrido muito pouco ultimamente. Não sei se as pessoas já notaram, mas nosso mundo está em preto e branco; e mesmo com os raios de sol, não consigo ver luz.
Penso que não existe mais saída. Penso que não existe mais solução.
Não choro mais por tantas vidas já perdidas. Não vivo mais no meu passado na minha vida.
Sonhos e ilusões me cercam toda vez que fecho os olhos. Desejo não acordar, mas, no final, o sonho sempre acaba.
Sorrisos já tão gastos e excassos, essa palavra não existe mais no meu vocabulário.
Vida, pra quê te quero mais se proporcionas tal despedida? 
Saudade, essa sim dói e faz falta.
Tenho sentido a tua falta, jovens decididos com a mente formada, com ideias próprias e com sede de justiça.
Tenho sentido a falta de velhos hábitos, de certas palavras, de determinadas épocas que não voltam mais.

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