domingo, 23 de maio de 2010

Viver, para aprender o que é viver



Em cada foto, cada olhar, cada gesto, encontro um pouco de mim em você. Como pude ser tão besta? Como pude me deixar ser levada tão desse jeito por você? Pois é, mais uma vez quebrei a cara, fugi na solidão procurando refúgio e quem me resta? Você?!? Nem pensar!!

Quero esquecer cada palavra, cada brincadeira, cada tarde, cada renúncia que fiz por sua causa. Quero esquecer os momentos bons que tive contigo, quero esquecer as lágrimas que derramei por ti. Quero colocar minha mente em um novo assunto, um novo tempo. Quero conhecer outras pessoas e me esquecer que algum dia confiei em você, que algum dia te apoiei, que algum dia chorei ao teu lado, que algum dia te ajudei.

Mas talvez seja esse o meu pecado, amar demais, esperar demais, me dar ao máximo e depois descobrir a falsidade das palavras. E é como se tudo cooperasse para isso, o sol, a lua, a terra, o vento, sei lá. Tudo me induz a fazer isso, a ser isso, não sei nem mesmo o que o isso significa. Nesse momento só me resta uma coisa, o NADA. Não que o nada seja nada, mas que a vida é muito mais do que a gente pode vê.

Vida de gente grande é complicada.

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