domingo, 30 de maio de 2010

Devaneios de um romance real


Tudo começou no dia 9 de setembro de 2006, eu tinha 13 anos e fui a acompanhante dele em um jantar. À primeira vista ele não passava de um típico adolescente rebelde, aquele tipo malandro que tem gingado e sabe dançar. Tenho que admitir que não senti nada em relação a ele, apenas o vi e pronto. Não foi um conto de fadas, ele não veio em um cavalo branco, ele não fez juras de amor eterno, ele apenas foi o que ele é. Depois desse dia passei a notar um pouco mais os seus movimentos e quando me dei conta, já estava idealizando cenas de amor. Os dias foram passando e se transformaram em semanas e essas semanas viraram meses, até que chegasse o dia 28 de dezembro de 2006. Nesse transbordar de dias incertos, vivi a angústia de uma paixão, provei do sabor da desilusão, plantei na cabeça uma dúvida cega, busquei no olhar a verdade que há muito consumia o meu ser. E foi nesse dia, que os meus mais intimos segredos se concretizaram em palavras que jorravam da minha boca, como águas que fluem de uma fonte, como um encontro entre ser e criador, céu e terra, sol e lua, como a beleza que só um eclipse proporciona a uma noite de amor. Depois disso, nosso primeiro beijo foi no dia 13 de janeiro de 2007, data também do meu primeiro beijo, e tenho que admitir, foi perfeito, ainda me lembro do gosto e da sensação daqueles lábios nos meus. Fico a relembrar a vergonha que senti e o medo ao pensar que ele não havia gostado. O tempo foi passando, o sentimento aumentando, os primeiros problemas surgiram e as crises começaram. Foram tantos os problemas e foram tantas as formas inventadas de se fazer esse amor, que prolongamos por 3 anos, 4 meses e 18 dias (terminamos no dia 30 de maio de 2010) esse romance que não estava cotado para durar tanto. Já há muito vivíamos em meio a confusões e incertezas. Nossas vidas traçaram rumos diferentes e o nosso caminho terminou por não se bater mais. Se você perguntar o porquê do fim ou pra quê o fim, eu responderei: "não sei". A vida é cheia dessas loucuras, cheia de incertezas malucas que invadem a nossa mente e criam uma frequência diferente de rodar nossas ideias. Por mais que eu sofra e por mais que ele sofra, eu sinto que tem que ser assim. Há feridas dentro de mim que ainda não foram cicatrizadas, ainda há mágoas que não foram esquecidas, e independente da escolha tomada, sempre existirão pessoas machucadas... A dor é inevitável, o sofrimento opcional. Então, escolho a dor, pois a esta já estou acostumada. Quanto ao sofrimento, não dá mais para conviver com ele como o café de cada manhã que forma os meus dias.

2 comentários:

Bervelly disse...

E estamos aki para isso...

Bjus
;*

Fábio Fonseca disse...

Gostei do texto.
Abs