quarta-feira, 27 de outubro de 2010

"Hitler, o homem do ano"


O evento mais importante de 1938 aconteceu em 29 de setembro, quando quatro homens de estado se encontraram na residência de Hitler, em Munique, para redesenhar o mapa da Europoa. Os três visistantes nesta histórica conferência eram o Premiê Neville Chamberlain, da Grã-Bretanha, o Premiê Edouard Daladier da França e o Ditador Benito Mussolini da Itália. Mas com toda segurança a figura dominante era o anfitrião alemão, Adolf Hitler.


O Führer dos alemães, Comandante em Chefe do Exército, da Marinha e da Força Aérea alemãs, Chanceler do Terceiro Reich, Hitler, colheu naquele dia o resultado da audaz, desafiante e implacável política exterior que tinha exercido durante cinco anos e meio. Ele havia conseguido converter o Tratado de Versalles em nada. Roubou a Áustria diante dos olhos de um horrorizado e aparentemente impotente mundo.



Todos estes fatos escandalizaram às nações que tinham derrotado a Alemanha no campo de batalha 20 anos antes, mas nada aterrorizava tanto o mundo como os metódicos fatos do passado verão e começo do outono que ameaçavam com uma guerra mundial sobre a Checoslovaquia. Mas Hitler, sem derramamento de sangue, reduziu Checoslovaquia a um estado-marionete da Alemanha, forçando uma revisão drástica das alianças defensivas da Europa e ganhando sua liberdade de ação sobre o leste europeu, conseguindo a promessa de não envolvimento da poderosa Grã-Bretanha -e posteriormente da França-. Adolf Hitler, sem dúvida, converteu-se no homem do ano de 1938.



Tudo isto pode ser lido na edição da primeira semana de janeiro de 1939 da revista Time, que declarava Hitler como o homem do ano de 1938. Hoje em dia sabemos com certeza que ser escolhido como homem do ano pela revista Time é um privilégio e denota uma grande deferência, algo bom. Neste caso, a Time deixava claro que o protagonista do ano anterior tinha sido Hitler, o que não indica que estivesse de acordo com suas ações. Em qualquer caso, o pior ainda estava por chegar e é verdadeiro que naquele momento Hitler tinha levado a Alemanha a um ponto dominante na política internacional. Outro detalhe interessante é que a capa daquela edição é a imagem anterior que tem pouco a ver com Hitler. É uma das poucas ocasiões nas quais o eleito como protagonista do ano não apareceu na capa da revista.


Em meio a esta escolha da Time, um deputado sueco E.G.C. Brandt chegou a propor o nome de Adolf Hitler como Prêmio Nobel da Paz, Iniciativa apoiada inclusive por judeus como a escritora Gertrude Stein. Felizmente a nominação foi recusada em fevereiro, alguns meses antes de começar a Segunda Guerra Mundial. E a partir daí a gente já sabe a história
"Certa vez tomei a atitude política mais firme de minha vida: passei 24 horas sem comer uvas." (Woody Allen)

Um comentário:

Layra disse...

Hum flor, eu não gosto dele não, matou muita gente inusente.
beijos, amei a postagens