segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O entardecer...

Sentada, nesse banco de pedra, frio e duro, escrevo estas palavras. Posso sentir o vento que espalha as folhas lá fora e posso ver a terra que entra pela porta dos fundos. A casa está vazia. E eu, sozinha. Final do dia, a hora perfeita para se pensar na vida. Também um dia perfeito para se casar um dia. Ouça os passos lá fora e vejo as sombras que passam. Sombras coloridas, borrões, nada mais. E sinto aquela velha saudade que inflama meu peito: necessidade. Necessito de muitas coisas e sempre necessitarei, mas tudo o que eu realmente quero: é sentir os teus dedos no meu cabelo, teu hálito esquentando a minha bochecha e os teus braços no meu corpo. Ainda vejo e sinto os passos lá fora e penso na água corrente da chuva que se aproxima. O seu cheiro é tão inebriante que me dá lembranças. Lembranças que estão tatuadas nas rugas do meu rosto e no pesar dos meus passos. A noite se aproxima e os pensamentos vão embora. Agora permaneço vazia, até enfim, o próximo entardecer.

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