quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Meia Noite em Paris

Meia Noite em Paris, escrito e dirigido por Woody Allen. 

Sinopse: 

Owen Wilson  interpreta Gil, roteirista de Hollywood que está passando férias em Paris com a família da noiva, Inez (Rachel McAdams). Gil adora voltar à Cidade Luz. É lá que se reconecta com a "grande arte", longe do dia a dia de enlatados encomendados de Los Angeles. Seu sonho era viver nos anos 1920, quando F. Scott Fiztgerald, Ernest Hemingway e Pablo Picasso circulavam por ateliês e cafés da cidade. Certa noite, Gil misteriosamente realiza esse sonho.

Curiosidades: 

Esse filme virou a maior bilheteria do diretor nos cinemas americanos de todos os tempos. Segundo dados do "Hollywood Reporter", o longa-metragem arrecadou US$ 1,9 milhão em ingressos vendidos, entre o dia 15 e 17 de julho, nos EUA. Com esse resultado, a produção atingiu total de US$ 41,8 milhões nas bilheterias e ultrapassou os US$ 40,1 milhões de "Hannah e suas irmãs" (1986), que liderava a lista. (G1)


Crítica Positiva:

Allen adere ao realismo fantástico para discutir uma imagem de Paris que, amargamente, os americanos engoliram ao longo do século 20: é a cidade que prestigia os mestres, um lugar onde artistas sem crédito nos EUA podem se refugiar para ter seu valor reconhecido. (...) Meia-Noite em Paris defende com humor e melancolia que não se deve abdicar da vida em nome da arte - afinal, a arte mais elevada é aquela que nos ajuda a entender a vida. (Marcelo Hessel)

Woody Allen, finalmente, encontrou a sua Nova York europeia. Depois de passar por Barcelona e, demasiadamente, insistir com Londres, o cineasta aporta na Cidade Luz para contar a sua mais bela história em anos. Com “Meia Noite em Paris”, Allen demonstra-se ousado através de um projeto que já parecia idealizado antes mesmo de ser produzido. A impressão é de que Paris e Allen aguardavam a possibilidade desse encontro há tempos e dele nasce uma química natural, descontraída e, acima de tudo, fantástica. (Darlano Dídimo)

Minha Opnião: (Vamos colocar as coisas mais ou menos assim:)

Primeiro, odiei a dublagem. Quer dizer, todas as dublagens são naturalmente insuportáveis, mas esta, superou e muito a péssima qualidade das outras. Ainda tentei, inutilmente, colocar o som original, mas foi uma tentativa frustrada porque o disco não tinha essa opção.

Segundo, Gil (o principal) é um burro andante. É um mocinho cansativo, sem atitude, indeciso e sem graça. A temática do filme é até legal, original (pelo menos até onde sei) e interessante, mas absolutamente mal abordado. Talvez um pouco mais de "pulso" seria preciso para transformar esse filme num grande sucesso (pelo menos para mim).

Terceiro, Inez (noiva de Gil) é uma mulherzinha fútil, bossal e dona da razão. E o pior, Gil é tão sem personalidade quanto ela. Podemos comprovar isso na parte em que diante da provada traição (admitida por Inez), Gil sai como causador de todo problema. A questão é, se ele passou todas essas madrugadas ao lado de grandes artistas e escritores, por que "diabos" ele saiu mais idiota do que entrou?

Então, diante desses fatos, como posso definir esse filme? Ruim, não de todo. Bom, também não de todo. Enfim, vamos dizer que é razoável, o que não necessariamente tira a genialidade da ideia. O motivo é válido e a intenção é boa, mas a execução poderia ter tido um pouco mais de brilhantismo.

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