quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ode à direito penal.

Penal, por que me abandonaste tu...
Ingrato, mal criado.
Doei-me tanto ás tuas causas.
Até aplicar tua pena eu apliquei.
Você me usou, jogou fora.
E agora? Que faço eu sem tu?
Quer dizer, que faço eu com tu?
A tua ilicitude me corrói as entranhas.
A tua tipicidade já tipificou meu coração.
Não tente se retratar, você é culpado sim!
E uma vez culpado, não alegue que não conhecia meus sentimentos.
Pena que não tenho, nem sou, causa interruptiva...
dessa tua punibilidade que me extingue por completo.
Você pode até mesmo usar destas tuas artimanhas garantistas,
mas o meu bom e velho senso de justiça ainda não morreu.
Não trate com "indulto" quem merece ser tratado com "graça".
Mas, por ora, até amanhã, perdoo esse teu desacato...
deixarei arquivado em algum lugar esse inquérito intelectual.

Um comentário:

B. disse...

Sua criatividade me assusta, Luiza!
Profundo demais esse post pra uma prova, o que o direito num faz quando sobe à cabeça...mas ainda assim ficou mto legai e porque não dizer bonito? kkkk
Amei!