sábado, 8 de junho de 2013

Palavras

Logo após o almoço, estava eu a ler um livro quando de repente me veio a vontade de dar uma olhada no facebook. E logo como uma das primeiras postagens na minha página inicial estava um vídeo de uma música cujas palavras mais cantadas (para o meu e, certamente, seu horror) eram “aponta pras puta”. É feio falar, escrever ou até mesmo pensar especificamente na última palavra da construção (e, sinceramente, espero que você também seja partidário desse pensamento). Muitos já me chamaram de “inocente” e até mesmo “imatura”, mas este tipo de comportamento não tem nada a ver com maturidade. Essa música só prova que embora estejamos no século XXI ainda há muitos neandertais andado por aí, isto é, o homem pode ou não ter vindo dos macacos, mas lhe asseguro que ele está caminhando para isso. No entanto, comprova também que quanto mais o homem (como criatura) se afasta de Deus (seu criador), ele se perde dentro de sua própria mente. E contrariando o pensamento de Rousseau ao dizer que “o homem nasce puro e a sociedade o corrompe”, afirmo que “o homem é mau por natureza”, assim como já afirmava Maquiavel. E asseguro a você, querido leitor, que tudo isso faz parte de um ciclo vicioso chamado “sociedade”. Entenda, não estou dizendo que a sociedade corrompe o homem, e sim, que assim como o direito está para a sociedade, a sociedade está para o homem, afinal, a premissa de todas essas coisas é ele. Você certamente já deve ter ouvido falar da segunda lei de Newton: “ação e reação”, pois bem, é exatamente disso que estou falando. Agora você me pergunta: “e o que isso tem a ver com a tal música?”. Respondo-te: boa parte das mulheres tem agido como tais. Agora você deve estar achando que sou machista?! Achei ridícula a música, de extremo mau gosto e de péssima qualidade, mas ela é apenas uma dentre milhares que ofendem a imagem das mulheres, que desprezam a mãe, a irmã, a avó, a namorada, a prima, a vizinha, a amiga, dentre tantas outras. Mas sabe o que realmente acontece? No final do dia tudo é considerado normal para boa parte dessas mesmas, é quase como um "bom dia". O que não difere em nada de algumas mulheres do Oriente Médio, que embora apanhem e sejam tratadas unicamente como objetos sexuais e de reprodução por seus maridos, de certa forma ainda estão enraizadas na cultura do seu povo, do seu país, da sua religião. E isso não foi uma crítica, sabe-se lá Deus o que essas mulheres sofrem. Mas, na verdade, quero unicamente falar do poder que a “sociedade” tem sobre os indivíduos que a compõe, isto é, todas as culturas invertidas que existem hoje no mercado. A bíblia diz que a boca fala do que o coração está cheio, então, concluímos que o ser humano está perdido dentro da maldade do seu próprio coração. E quem poderá salvá-lo? Deus!

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