quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Histórias da carochinha

Chega uma hora que o tempo não se aguenta e que as horas não se demoram. É nesses momentos de desolação total que aprendemos o nosso próprio jeito de fazer as coisas. Que vemos no retrato à imagem daquela pessoa que já foi, mas não é mais. Daquilo que já quis e já deixou de ser. Tudo está escuro e tudo é solidão, "abarca amor, o coração que deixou de bater." A vida vai embora e as batidas caem ao chão. O tic-tac diz que não e tudo recomeça como foi ontem, o último dia. Fim de tempo, fim de história e tudo se repete de novo e de novo, parado enfim no tempo. É como aqueles contos da carochinha que nunca acontecem, que nunca são lidos e que são esquecidos na boca do destino.

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