quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

CÉU

Os balões rasgam o céu, cozinham os olhos e arrancam o juízo que já se foi. Os balões são vermelhos. Vermelho sangue. Cortam, retalham e costuram. Seguem uma sequência, cumprem um cronograma. Fazem o que fazem e depois desaparecem, explodem. As cores são um mistério, os balões uma incógnita. Eles deixaram uma mancha no escuro céu lá fora. Mas a mancha não é vermelha, ela é preta, um preto em sangue, um preto em vermelho, um preto no mel. Doce mel de uma amarga noite sem fim. "Como eu queria morrer de amor e continuar vivendo."
Como eu queria ter todas as respostas e continuar não sabendo o porquê da saudade, do fim, do nada.

P.S: A imagem não tem nada a ver com o pensamento. 

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