segunda-feira, 16 de maio de 2016

Dois amores. Um coração.


Eu observo o tempo passar, como um produto da própria inércia que se instalou entre nós. Eu virei uma paisagem, presa no último olhar que você me lançou. Você me envolveu no calor dos seus braços e foi embora. Como superar a tua ausência? Mesmo que tudo isso tenha sido ideia minha? Às vezes temos que fazer escolhas difíceis para viver o que é certo. Me pego te observando à distância, desejando que você olhe em minha direção, que teu olhar me arrebate do chão e tire o meu ar. Sinto tua falta! Mas eu não acho que você sinta a minha. Te pedi tempo, mas você nunca me deixou escolha, tudo foi rápido demais. Uma última promessa, reduzida à cinzas. Um último abraço, resumido em lembranças. 

Tentei uma última vez dizer adeus. Deixar ir, levar os momentos pelo ralo das memórias. Tentei te dizer com todas as letras que eu não queria isso, mas a veracidade das intenções não alcançou meu coração. Por que tudo tem que ser tão difícil? Tudo o que meu peito grita agora é paz. Estou dizendo adeus a outra parte de mim que não permite a sua partida.

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