segunda-feira, 16 de maio de 2016

A mala está lá fora...


Encontros, reencontros, despedidas, palavras ditas e momentos perdidos. É assim que a vida acontece, dias de glórias, dias vazados, dias contados, dias de espuma. De par em par, as horas findam só, o espetáculo termina, a idade avança, os gostos trocam, as ideias se reproduzem, a calmaria vai embora, o sono chega, o mundo se desfaz em pedaços de fantasia. E os meus olhos continuam dizendo as mesmas coisas, a enxergar profundidades que ninguém sente, a desejar o vislumbre do querer em meu sorriso. Dos não dizeres dessa vida, fica a dúvida de coisas que nunca chegaram a acontecer. O meu silêncio vira sepultura de tudo o que jamais partilhei com devassidão. Recolho, reproduzo e replanto, resultado, vastas flores transbordam pelas janelas espelhadas do meu interior, declarando a alforria de sentimentos que outrora se limitaram a pequenas expectativas de desejo. Não tem como viver por metades, eu quero tudo o que conseguir levar no bagageiro. Mas adianto, há muitos sonhos, então, apertem os cintos, vai ser uma longa viagem.

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