domingo, 27 de julho de 2014

À deriva

Se for para cair, caia com estilo. Se for para lutar, lute até não ter mais forças. Se for para arriscar, arrisque no impossível. Se para sorrir, não tenha medo do riso rasgado. Se for para chorar, não se receie do que os outros pensarão. Se for para sofrer, sofra pelas coisas que não fez, de modo que da próxima vez não pense duas vezes antes de fazê-las. Se for para amar, nunca aceite menos daquilo que você acredita ser o melhor. Se for para se jogar, que seja de cabeça. Se for para rasgar, que não seja o verbo, mas, sim, o coração. Não tenha medo de acreditar em contos de fadas, a ficção, na maioria das vezes, é o maior incentivo que você receberá. A coragem, mesmo tardia, é a melhor aliada para se ter por perto. O arrependimento, muitas vezes pungente, é o instrumento necessário para superar as fraquezas. Na maioria das situações, tudo na vida se resumirá em confiança, seja num relacionamento, numa prova ou no trabalho, você tem que ter fé, em você e nos outros. Viver nem sempre é fácil, existir é facílimo, sobreviver é o que a maioria faz. Não importa o tamanho do problema, nem a quantidade de não’s e portas na cara, o que no fim fará extrema diferença, na sua trajetória, será a posição ocupada por você durante todo o percurso. Não adianta chorar pelo que passou, pelo amor que não vingou, pelas vitórias que não chegaram, pelos que’s e porque’s existências que tanto rodeiam sua mente, a vida é como um rio que segue seu curso, como vento que vem e que passa, como a linha usada por um alfaiate, sensível ao corte do tempo, nada é certo e, absolutamente, tudo é incerto. Não adianta se usar como bote salva-vidas, na hora do arrocho, toda ajuda é necessária ... E, certas vezes, ela surge de onde você nunca imaginou! Amar é bom, se apaixonar melhor ainda, desejar e ser atraída por alguém é algo insanamente tentador, todavia, nunca confie inteiramente no seu coração, ele pode ser meu melhor amigo ou pior inimigo, vai depender de suas inclinações, afinal, ele é como um adolescente em plena puberdade. Mas, no fim, o que de fato importará será a marca que você deixará no mundo, qual seja: as pessoas que amou, os risos que deu, as aventuras que viveu, as lições que ensinou, as ideias que transmitiu, os sentimentos que extravasou, as loucuras que cometeu, as barreiras que superou, a fé que não falou, mas que viveu. E é isso o que quero, é isso o que almejo, é exatamente a isso que me agarro: a certeza de que a minha fé pode me levar além de tudo aquilo que jamais imaginei.

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