domingo, 31 de maio de 2015

Te define. Nos define.

Por que isso define... 
Define o que se passa dentro do meu outro eu. 
Define a cor dos meus pensamentos, a consistência das minhas ideais, a volatilidade dos meus desejos, a vontade dos meus anseios. 
Realmente, define. 
Define o vazio no meu peito, o aperto na garganta, a rouquidão da alma, a intrepidez das loucuras ou as loucuras das memórias. 
É, define. 
Define a saudade que eu sinto, a constância das lembranças, a insistência tola dos sonhos, a inocência maculada do meu coração. 
E não é questão apenas de definir, mas de sentir, viver, crer, ver, amar, brincar, desejar como nunca alguém antes assim sentiu, viveu, creu, viu, amou, brincou, desejou... Alguém que nem uma vez sequer foi seu. 
E o que falta em raizes, sobra em quintal.

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