Eu fico a imaginar aqueles dias, momentos insanos de um descontentamento constante, onde a saudade era a única palavra do dicionário, qualquer tempo nunca era o suficiente para ouvir a tua voz. Ainda lembro. Lembro sim! Não tem como apagar da memória as vezes em que o coração falou mais alto, em que as inaptidões da junventude me levaram cedo demais a desabrochar o coração. Mas determinadas coisas são importantes demais para se deixar para a próxima oportunidade. Um coração quebrado ensina para a vida, você sente nos pés a inquietude da solidão. É chegado o momento de finalmente se reencontrar, conhecer os seus reais anseios, os segredos por trás das insatisfações, compreender a direção dos pensamentos, as possibilidades do desejo. É o momento de se reinventar, criar o seu próprio caminho, enxergar as suas limitações, vencer os medos.
O sono já consumiu quase toda a coragem que há pouco eu tinha. O u talvez ele tenha roubado a vontade que eu tinha de ter coragem, sem nunca ter a tido.
Não tenho tempo para encontros desnecessários, tenho sede do infinito, meu desejo é sempre um residente sagaz. Sou escrava dos meus sonhos, levada pelo descontentamento fugaz do agora.
Comentários
Venha sempre que puder, gostei muito de ti.
Beijão do ZC
Muito obrigado pelo seu comentário e por ser seguidora do meu blog.
Agradeço, reconhecido.
Volte sempre e disponha.
Com o carinho e a amizade "dum parente mais velho"
aceite um beijo amigo, desde Lisboa, na outra margem do Atlântico.