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Utopia?!

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As cartas estão na mesa... Conseguiria enxergá-las à quilômetros! Elas estão por toda parte, espalhadas de todas as maneiras possíveis, à espera que alguém desvende o segredo por trás de cada uma. O que há no coração de uma mulher? O que acontece nas entrelinhas de tudo o que forma o ser humano? Desejo, ambição, paixão, inveja, saudade, arrependimento, pecado, satisfação, medo, tristeza, felicidade? Qual o peso de cada uma dessas coisas na balança da vida? São cartas, ou seja, todas são movidas pelas probabilidades e incertezas apresentadas. Será que dá para calcular as chances de um coração partido ou de um fracasso? E o que você me fala da morte? Por que "A" tem êxito e "B" não? São coisas engraçadas, sabe, sentimentos, é sobre isso que falo. As cartas são apenas metáforas que a experiência nos impõe, enquanto nossas escolhas ocupam um lugar já empregado, isto é, cheio por todos os resultados futuramente e, salienta-se, anteriormente definidos. Como entender os...

Desire

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Te querer... É isso... Te quero! Quero assim como o trepidar do meu corpo ou o pulsar do meu coração ou a aceleração da minha respiração com a tua proximidade. Quero mais, quero menos, quero pouco ou muito, quero tudo, quero nada. Quero com as inconstâncias do meu querer ou com as certezas das minhas crenças. Quero do tipo "avião sem asa, fogueira sem brasa", "eu e você" ou "você e eu". Quero só por querer ou realmente por querer te ter. Quero você. "Wolen", "desire", "vouloir", "volonté", querer (sem querer).

Sentimentos controvertidos

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"O tempo, com sua capacidade de confundir os sentidos humanos, deixa na gente o desejo do passado e a esperança de um futuro lento, eficaz e, se der, melhor. Basta lembrar que esse sentimento, no momento da utopia, é incomparável com o passado vivido; mas estes sentimentos, escravos e amantes do tempo, compõem o pulsar das nossas vidas." (?)

Amor cênico

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Ou o espetáculo está começando ou já acabou. Os ingressos foram vendidos, as apostas lançadas, o palco montado, os atores preparados, o roteiro acabado e o show começou. No mundo teatral, muitos são os detalhes que devem ser observados, desde uma simples projeção de luz à entonação ou construção vocal do artista ante o público. Cada expressão, por mínima que seja, é interpretada pelo público, com ou não aceitação, desde uma visão sobreposta da própria realidade vivida ou representada pelo ator. Controlar a veia artística que há dentro de cada expectador, nesse momento, chega a ser difícil, afinal, faz quem quer, todavia, acha quem pode. E são os "achismos" que compõem esse momento do espetáculo, o ser ou dever ser dos fatos e sentimentos apresentados em cena. E são nesses casos que o sentimento fala mais alto, comove, contraria, pressiona, liberta ou aprisiona.  Estar no palco é viver cativo a uma realidade paralela, falsa, mas, igualmente real, muitas vezes mais...

Meias palavras

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Eu tenho tanto a te dizer, tanto a te mostrar... porém não sei como, como poderia abrir meu coração assim de uma hora para outra?! Guardei por tanto tempo essas palavras, gestos, medos, decepção, desejo, paixão, que não sei como lidar com tudo isso de uma só vez. Sinto há tempos essa coisa bem no fundo do meu ser, mas de onde vem? Por que é tão forte? Ou será que eu sou a fraca? Então, vou simplesmente dizer... acho que gosto de você! Quero dizer, tipo, gosto de verdade. Gostei de você desde a primeira vez em que te vi. Gostei de você antes de saber quem eras. Gostei de você enquanto a gente estava longe... e gostei ainda mais quando a gente ficou perto. Gostei de você quando foi um idiota total e me tratou mal, mesmo que eu tenha ficado com muita raiva na hora. Gostei de você quando me deu aquele primeiro abraço... e gostei muito mais quando segurou minha mão e olhou em meus olhos. Gosto e gostei de você em todas as conversas de 1000 h horas que tivemos, principalmente àquelas de...

Pai

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O dia já está quase terminando, o sol já se pôs e logo logo a lua fará sua saída teatral. Os segundos, minutos e horas não passaram de meros coadjuvantes nesse dia apertado de emoções. O coração pulsa, mas de certa forma sem batimentos, pois todos chegaram extintos na garganta. O ar foi congelado e imprensado nos pulmões, o olhar esquecido e o pensamento vidrado em "lembranças" do passado. Sentimento estranho esse, do qual não tenho palavras para discorrer, muito menos lágrimas para derramar. No entanto, vez ou outra me pego com os olhos cheios de algo, algo que não poderiam ser lágrimas, pois nunca deixam meus olhos nem meu coração. E é uma dor alucinante essa, que não há anestesia que cure, nem risada que repare. O tempo passa, vira anos, décadas, mas ainda assim esse "passageiro obscuro" permanece bem escondidinho dentro do peito, num cantinho escuro e deserto, esperando o momento certo para agir.  Não é fácil colocar num pedaço de papel tudo o que penso em t...

Palavras

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Logo após o almoço, estava eu a ler um livro quando de repente me veio a vontade de dar uma olhada no facebook. E logo como uma das primeiras postagens na minha página inicial estava um vídeo de uma música cujas palavras mais cantadas (para o meu e, certamente, seu horror) eram “aponta pras puta”. É feio falar, escrever ou até mesmo pensar especificamente na última palavra da construção (e, sinceramente, espero que você também seja partidário desse pensamento). Muitos já me chamaram de “inocente” e até mesmo “imatura”, mas este tipo de comportamento não tem nada a ver com maturidade. Essa música só prova que embora estejamos no século XXI ainda há muitos neandertais andado por aí, isto é, o homem pode ou não ter vindo dos macacos, mas lhe asseguro que ele está caminhando para isso. No entanto, comprova também que quanto mais o homem (como criatura) se afasta de Deus (seu criador), ele se perde dentro de sua própria mente. E contrariando o pensamento de Rousseau ao dizer que...