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Pseudotexto.

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Ele não está olhando para mim. Ele não está olhando para mim. Ele não está olhando para mim. Tudo bem, quem eu estou querendo enganar, ele está olhando para mim... exatamente a partir de onde começa a correr meus botões de seda. Acho que estou com vergonha. Quero dizer, quem ele pensa que é para está olhando para mim? Odeio isso. Odeio quando estou quieta no meu canto e alguém fica olhando para mim. Odeio quando estou andando na rua e alguém fica olhando para mim. Odeio toda vez que um "homem" fica olhando para mim. Porque não são só olhares, é quase como, digamos, um assédio sexual. Não que eu ande na rua dando trela para esses indivíduos, na verdade, creio que não dou nenhum tipo de subsídio para que continuem fazendo isso. Está bem, está bem, estou exagerando, mas só um pouquinho, toda mulher tem o direito de fazer isso, vezenquando. Somos dramáticas, loucas e ciumentas., não falo de todas, claro. Toda relação precisa dessas coisas. Depois que acaba a paixão, o que é qu...

"Teoricamente"

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Relativização da coisa julgada no âmbito amoroso. A Constituição Federal no seu art. 5º, inciso XXXVI, dispõe que "a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada".  No quesito "relacionamento amoroso" aplicamos a coisa julgada material. Nesta, uma vez chegado ao fim a relação, torna-se impossível a modificação dos fatos que levaram a isso ou de qualquer outro que tenha sido determinante para o rompimento, posto que a matéria em análise cumpriu todos os níveis procedimentais que se permite atingir num relacionamento. Depois de formada a coisa julgada, nenhum juiz poderá concluir de forma diversa, por qualquer motivo. Em princípio, apenas os fatos que tenham decidido o rompimento entre as partes, fazem coisa julgada material. Este rompimento não pode ser objeto de reconciliação, nem se pode iniciar novo relacionamento com o mesmo objetivo, em virtude da necessidade de promover a segurança emocional do coração, para que não se p...

Ode à direito penal.

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Penal, por que me abandonaste tu... Ingrato, mal criado. Doei-me tanto ás tuas causas. Até aplicar tua pena eu apliquei. Você me usou, jogou fora. E agora? Que faço eu sem tu? Quer dizer, que faço eu com tu? A tua ilicitude me corrói as entranhas. A tua tipicidade já tipificou meu coração. Não tente se retratar, você é culpado sim! E uma vez culpado, não alegue que não conhecia meus sentimentos. Pena que não tenho, nem sou, causa interruptiva... dessa tua punibilidade que me extingue por completo. Você pode até mesmo usar destas tuas artimanhas garantistas, mas o meu bom e velho senso de justiça ainda não morreu. Não trate com "indulto" quem merece ser tratado com "graça". Mas, por ora, até amanhã, perdoo esse teu desacato... deixarei arquivado em algum lugar esse inquérito intelectual.

Tudo um dia se ajeita.

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Quando tudo diz que não e você começa a ter certeza que aquele realmente não era seu dia, uma voz fala e continua a repetir: "calma, o pior ainda está por vir". Não é por falta de criação, muito menos por amargura. A verdade é que não sofremos hoje metade do que iremos sofrer amanhã. Então, relaxe, curta as pequenas particularidades do seu dia, mesmo que isso seja uma péssima nota naquela prova que você ralou muito estudando para fazer. "A vida não é justa, meu bem"... já diria esse velho ditado que a gente nem sabe de onde veio, mas que é tão presente quanto os cabelos da nossa cabeça e o suor na nossa "cara". Às vezes me pergunto qual será a verdadeira lógica da vida... se ela nunca é aquilo que queremos e nós nunca somos aquilo que dizemos.

Boboca não.

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A questão não é amar... Amar a gente ama. E para falar a verdade, ama até demais. Somos bobas no amor, na amizade, no trabalho, com a família. Somos bobas em tantas coisas. Bobas, não bobocas. O problema das pessoas é que elas não entendem essa pequena diferença.

Eu Nado. Tu Nadas. Ele Nada.

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O mundo da imaginação é de um poço profundo sem chão. E nem pense que estou tentando fazer poesia, vocês bem sabem que tem um bom tempo que não escrevo. Na verdade, faz um bom tempo que eu não sinto nada. Defina "nada". Bem, se você colocar a palavra "nada" no Google encontrará desde sites com essa palavra até o real ou fictício significado dela. Enfim, para resumir a história vamos dizer que "nada" significa "coisa nenhuma". O problema da equação da vida é que criamos expectativas por "nada", assim como também vivemos boa parte dela por e para "nada". Demoramos um bom tempo para dar significado às nossas escolhas e depois que fazemos isso, demoramos mais alguns anos até aprender quais as escolhas certas. Não é só a imaginação que tem poço fundo, nós também somos de um fundo profundo. "Então, continue a nadar, continue a nadar... talvez um dia a gente encontre alguma coisa, senão o nada do tudo ou o tudo do nada" (co...

A história de um assassino

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O romance narra a história de Jean-Baptiste, um homem que possui um olfato extraordinariamente apurado, mas que não possui cheiro próprio, nem pudores, nem limites. Mais tarde, essa sua falta de cheiro poderá ser interpretada como um representante de sua falta de moral em um mundo no qual o amoral e o ético lutam para achar um denominador comum. O autor, por sua vez, fez um trabalho memorável ao descrever a Paris do século XVIII, cenário onde nasceu Jean-Baptiste – abandonado por sua própria mãe em meio às tripas de peixes, podridão e ratos. Passou metade da sua infância num orfanato aonde, cresceu solitário, visto que todos que mantinham contato com ele achava-no repulsivo de uma forma estranha.  O ENREDO – Durante toda a sua vida Jean-Baptiste teve vários acidentes, doenças e chagas. Trabalhou como aprendiz de curtidor e depois como aprendiz de perfumista. Sua obsessão com cheiros é tanta e tão absoluta que, então com 14 anos, ele apresenta a si mesmo a um proeminente, por...